Hoje, um silêncio me acordou.
Um silêncio que insistiu em tomar conta dos meus primeiros minutos do dia. Um silêncio que prevalece em meus sentimentos, pensamentos e palavras. Um sentimento familiar, um sentimento reconhecido de suas amarguras e todo o contratempo que tem direito.
Uma manhã na cidade mais movimentada do país que ficou em silêncio, um silêncio paulatino que foi tomando conta de tudo à minha volta.
O vento resolveu não soprar, para que as folhas não fizessem barulho, o carros deixaram de ser barulhentos e suavemente passeiam de uma lado para o outro, as cosntruções deram uma pausa em seus bate-estacas, os telefones não tocaram aquela manhã, vibraram com toda a sutileza que poderiam, apenas o suficiente para levar as notícias necessárias.
As pessoas comungavam do mesmo silêncio e deixaram de conversar. O metrô andou mais rápido naquele dia, até parece que sabia da urgência dos fatos dos que nada mais poderia ser feito....
Este é o dia de rever os filmes antigos, o dia em que cada um compartilha consigo sua história, dor, culpa, lágrima, lembrança de um fato mais que consumado. E o que resta é o balanço que cada um faz dentro de si, obrigando-nos a conviver com o resultado que cada um descobre.
Numa sexta-feira com cara de domingo de feriado, daqueles onde se vela a partida do dia, mas desta vez, velas como ornamento de mal gosto, com a intenção de iluminar algo que eu ainda não descobri, algo em um dia que se torna tão cinza em suas vírgulas de um segundo ao outro, vírgulas que revelam uma eternidade de minutos de um silêncio que invade até as conversas de pensamentos.
Momento de tantos questionamentos de um silêncio ensurdecedor. Com a esperança de chegar lá e ver que tudo não passou de um engano e de quem eu tanto amo não estar lá. Mas basta. Basta para transbordar a saudade que mal nasceu, mas que agora, parece a espada mais afiada do melhor soldado do rei.
A tristeza se agrava com os filmes tristes que nos custam rever involuntariamente, se agrava com os segundos eternizados pelas vírgulas, se agrava com o silêncio que o mundo traz inutilmente como um consolo, se agrava pelas alegrias que juntam-se para impotentes colorir o que já não se colori mais.
Lembro-me de um filme: "Coisas que a gente perde pelo caminho" e parte de mim deixo para trás, ela leva consigo, leva para um lugar que eu ainda não conheço, sem dizer adeus, sem pedir licença, sem uma palavra sequer, apenas leva, leva para sempre, sem ao menos me dar direito a... a nada.
Nada.
Um silêncio que insistiu em tomar conta dos meus primeiros minutos do dia. Um silêncio que prevalece em meus sentimentos, pensamentos e palavras. Um sentimento familiar, um sentimento reconhecido de suas amarguras e todo o contratempo que tem direito.
Uma manhã na cidade mais movimentada do país que ficou em silêncio, um silêncio paulatino que foi tomando conta de tudo à minha volta.
O vento resolveu não soprar, para que as folhas não fizessem barulho, o carros deixaram de ser barulhentos e suavemente passeiam de uma lado para o outro, as cosntruções deram uma pausa em seus bate-estacas, os telefones não tocaram aquela manhã, vibraram com toda a sutileza que poderiam, apenas o suficiente para levar as notícias necessárias.
As pessoas comungavam do mesmo silêncio e deixaram de conversar. O metrô andou mais rápido naquele dia, até parece que sabia da urgência dos fatos dos que nada mais poderia ser feito....
Este é o dia de rever os filmes antigos, o dia em que cada um compartilha consigo sua história, dor, culpa, lágrima, lembrança de um fato mais que consumado. E o que resta é o balanço que cada um faz dentro de si, obrigando-nos a conviver com o resultado que cada um descobre.
Numa sexta-feira com cara de domingo de feriado, daqueles onde se vela a partida do dia, mas desta vez, velas como ornamento de mal gosto, com a intenção de iluminar algo que eu ainda não descobri, algo em um dia que se torna tão cinza em suas vírgulas de um segundo ao outro, vírgulas que revelam uma eternidade de minutos de um silêncio que invade até as conversas de pensamentos.
Momento de tantos questionamentos de um silêncio ensurdecedor. Com a esperança de chegar lá e ver que tudo não passou de um engano e de quem eu tanto amo não estar lá. Mas basta. Basta para transbordar a saudade que mal nasceu, mas que agora, parece a espada mais afiada do melhor soldado do rei.
A tristeza se agrava com os filmes tristes que nos custam rever involuntariamente, se agrava com os segundos eternizados pelas vírgulas, se agrava com o silêncio que o mundo traz inutilmente como um consolo, se agrava pelas alegrias que juntam-se para impotentes colorir o que já não se colori mais.
Lembro-me de um filme: "Coisas que a gente perde pelo caminho" e parte de mim deixo para trás, ela leva consigo, leva para um lugar que eu ainda não conheço, sem dizer adeus, sem pedir licença, sem uma palavra sequer, apenas leva, leva para sempre, sem ao menos me dar direito a... a nada.
Nada.