domingo, 1 de maio de 2016

Domingo a tarde.



E ela parou para e em mim
Cessou-me às tuas cores e dissabores
Aos teus As e todo o abecedário

Irredutível a que?
A vida segue, bailo.
Porque tatuou-me, 
Sim, deveria ser uma pergunta
Mas meu coração afirma

Certezas que desconheço
O número de anos e experiências 
É incrivelmente desproporcional 
À infinidade de novos sentimentos
Em eterno aprendizado

Aprender e aprender é a matriz da vida
O Universo nos atende a cada desejo
Meu peito aberto onde as ondas se quebram
Sem dó, sem piedade alguma da entrega do novo conhecimento

Dous alguns passos para trás no momento do impacto
A areia não ajuda, bamboleio, curvo meus dedos
Agarro a areia que desliza sob meus pés
Comparsa da onda que arrebenta em meu peito
Mira meu coração, não me alivia em nada

Sigo aprendendo, por amor à vida
Por amor ao universo, à espiritualidade
De imensidão infinita
Conecto-me à ela através da vida
Da vida que não me recuso a viver

Do mundo que não me recuso a vivenciar
Mesmo que seja por alguns minutos
Uma noite qualquer que me surpreende
Alguns dias que coleciono
Alguns períodos de semanas, meses ou anos

Me entrego e ela cessou-me.
Fabi 02.mai.2016