domingo, 9 de abril de 2017

Sobre o que fomos e o que somos!



     Levando em consideração a vida rica que nos cabe viver, não importa a quantidade de léguas que viajou, não importa mesmo, vale até para quem nunca saiu de sua cidade, mas sim, para quem viveu. De uma forma ou de outra conheceu mais da vida, mais do mundo que veio ao seu encontro.

     Somos feitos dessa experiência e vamos nos construindo, moldando e definindo nossas novas formas para estarmos da maneira que achamos mais adequada como um ser-humano-no-mundo.

     E a exatidão dos detalhes dos quais nos (re)construímos faz-nos viver com nossos prazeres descobertos dessa vida rica.

     Porém a maioria esquece que de tantos detalhes da vida rica que nos constroem, esquecemos de construir portões em nossos quintais.

     Vejo tantas pessoas que cresceram e floresceram, mas que, em suas novas verdades e estilos de vida definidos, em sua nova vida adulta, esquecem de que recebemos para doar experiências, para compartilhar...

     Não em uma forma de entrevista ou lições de alguém mais vivido, mas pela delícia da vida rica que tem um único propósito: navegar por outros mundos!

     Ficam tão maravilhados com o teu novo mundo de fadas, que esquecem suas raízes, seu passado e cessam as possibilidades de manter como soma, pois somos feitos de um passado crescente e um futuro que encurta a cada segundo.

     Fazer do presente uma bolha de "boas maneiras da vida enriquecida das experiências trocadas com as pessoas e com o mundo", faz crescente um passado de bolha e deixa para trás o passado cheio de vida e simplicidade que o fez chegar até aqui.

     Até para receber os tesouros do universo é preciso sabedoria, me encanta a pessoa que conhece das pessoas (de todas elas), que aprendeu novas culturas, novos e bons hábitos, conheceu história (de todos os tipos), que estudou muito e se especializou em algum assunto, que aprendeu e adquiriu bom gosto e que toda a imensidão percorrida lhe mantém com os pés colados ao chão e à sua história e diante de tudo isso, tornando-se um exímio navegador do universo.

     Me encanta quem sabe navegar (não estar só por alguns instantes no mundo em que pertenceu e com pessoas que ficaram), mas sim estar por inteiro em essência em sua nova vida peneirada pelos sabores das experiências.

     Me encanta quem usa a flexibilidade, a tolerância, a empatia exigidas pela vida no passado na nova vida do presente, tão rica e tão suprema, sem bolha, com grandes portões abertos em seu novo quintal florido.

     Tornar-se acessível às pessoas de ontem e de hoje e desfrutá-las como a vida permite com essência.

Fabi_Fev2016

Pintou-me



Pintou uma vida
Muitas emoções
Pintou uma mensagem
De dois corações


Pintou o que tornei
O que tá dentro e fora
Pintou tudo que refiz e desfiz
O que deixei e o que sou agora
  

Pintou o que não está escrito
Nem dito, nem ditado
Pintou até as bordas
De tudo o que foi transformado
  

Pintou em poucos traços
Uma morte e um renascimento
Pintou passo a passo
Um mar, agora sem tormento
  

Pintou em preto e branco
Olhando de perto, uns riscos aqui e outro acolá
Pintou e preencheu de um tanto
Uma história sempre a contar.


 Fabi_Set_2009

Conto do Começo


Vou contar uma história
Que aconteceu aqui bem perto
Do Coração Solitário
E do Coração Inquieto

Cada um assim bem feito
Crescido, vivido e aprendido
Desde o horizonte sentido
Até tudo o que prende ao peito

Ao contrário das histórias
Onde cenas acontecem na floresta
Essa aqui diz da vida
Onde tudo começou numa festa

O Coração Solitário
A quem muito te interessa
Contou de minutos a segundos
De um dia que não passou às pressas

Já o coração inquieto
Ao encontro tão esperado
Preparou da alma ao próprio coração
O melhor sorriso a ser dado

E os dois seguiram então
Na dança da sedução
Entre goles encontros e olhares
Os sonhos vindos aos pares

Como em um reencontro
Tanta coisa a ser dita e ouvida
Cada um conta seu conto
De duas vidas muito vividas

O Coração Solitário
Põe-se aqui a contar
A sua parte da história
A quem quiser escutar

Você, Coração Inquieto
Que muito tem a ensinar
Trilha por uma vida um tanto arredia
Que poucos têm o mesmo peito para encarar

Você, Coração Inquieto
Que fez 20 dos meus 30
Pintou de novo o que estava cinza
E fez chegadas de muitas partidas

Fez de um coração solitário
Pouco torto, enrijecido e colado
Encher-se de vida, de nós e de um tanto
Como a muito não havia lembrado

E ao Coração Solitário
Ao vê-lo tão inquieto
Correu a dar-lhe a mão
Colocou-te assim bem perto

E assim constroem sua história
Coragem, cuidado e tropeços
Tendo um tesouro a tal preço
Fazem uma dupla de peso

E como a quem relata
Um conto mais vivido que contado
Não atribuo um fim a essa história
Pois o que ouviu aqui está apenas começado

Aos Corações Ouvintes
A que cada um, um nome é dado
Deixo aqui meu recado
Que é de tamanho bom grado

Ao Coração Inquieto
Que me põe a escrever
Esse poema “arretado”
Disfarço a vergonha
Desse sentimento derramado

Porém, se de tudo deveras
O sentimento que abordo
Faço do mundo a platéia

E grito o amor que transbordo.

Fabi_Ago2009

Conto Continuado


E para celebrar a vida
Como a muito tem sido contado
Continuo esse poema
A quem de direito foi dado

Para contar esse outro Conto, o Continuado
É preciso se lembrar de outros tantos terminados
Por isso amiga, não poderia ser diferente
Não falar da gente!

Aproveito essa prosa
De tantos novos amigos e trova
Para falar de outro tesouro
Mais rico do que ouro

Pra você minha amiga
Falo esses versos simples, mas sinceros
Sei que já sabem de tudo o que agradeço
Homenagear a ti, assim não tem preço

Trago no peito e em breve... na lembrança
De tudo o que vivemos há pouco... não quando criança!
Risos, lágrimas, bagunças, experiências trocadas
Dias longos e conversas de noites enluaradas!!

Sei que sem querer, temos quase uma década de amizade
Não quero nem ver o tamanho dessa saudade
E se hoje podemos ir por outros caminhos que nos conte
É porque aprendemos a dar as mãos de longe

Nesta data de comemorações
Onde o trem da vida maneja suas composições
Comemoramos tudo o que deixamos e tornamos
De cada pedacinho preenchido em nossos corações

Você minha amiga
Que se fez tão especial
Tornou-se minha família
Um bem querer incondicional

Fizemos música, sonhamos com a fama
Nomeamos o sofá verde, falamos de quem se ama
Muitos amigos, de jantares a Sarau
Aprendi a dançar com essa minha perna de pau!

E dos tesouros da vida
Esse aqui vale a pena
Que me permitiu nessas idas
Uma vivência nada pequena

Amigo que é amigo
Não se escolhe, se reconhece
Sei que de muitos
Tento ser quem te merece!

Fabi_Ago2009