Vou contar uma história
Que aconteceu aqui bem perto
Do Coração Solitário
E do Coração Inquieto
Cada um assim bem feito
Crescido, vivido e aprendido
Desde o horizonte sentido
Até tudo o que prende ao peito
Ao contrário das histórias
Onde cenas acontecem na floresta
Essa aqui diz da vida
Onde tudo começou numa festa
O Coração Solitário
A quem muito te interessa
Contou de minutos a segundos
De um dia que não passou às pressas
Já o coração inquieto
Ao encontro tão esperado
Preparou da alma ao próprio coração
O melhor sorriso a ser dado
E os dois seguiram então
Na dança da sedução
Entre goles encontros e olhares
Os sonhos vindos aos pares
Como em um reencontro
Tanta coisa a ser dita e ouvida
Cada um conta seu conto
De duas vidas muito vividas
O Coração Solitário
Põe-se aqui a contar
A sua parte da história
A quem quiser escutar
Você, Coração Inquieto
Que muito tem a ensinar
Trilha por uma vida um tanto arredia
Que poucos têm o mesmo peito para encarar
Você, Coração Inquieto
Que fez 20 dos meus 30
Pintou de novo o que estava cinza
E fez chegadas de muitas partidas
Fez de um coração solitário
Pouco torto, enrijecido e colado
Encher-se de vida, de nós e de um tanto
Como a muito não havia lembrado
E ao Coração Solitário
Ao vê-lo tão inquieto
Correu a dar-lhe a mão
Colocou-te assim bem perto
E assim constroem sua história
Coragem, cuidado e tropeços
Tendo um tesouro a tal preço
Fazem uma dupla de peso
E como a quem relata
Um conto mais vivido que contado
Não atribuo um fim a essa história
Pois o que ouviu aqui está apenas começado
Aos Corações Ouvintes
A que cada um, um nome é dado
Deixo aqui meu recado
Que é de tamanho bom grado
Ao Coração Inquieto
Que me põe a escrever
Esse poema “arretado”
Disfarço a vergonha
Desse sentimento derramado
Porém, se de tudo deveras
O sentimento que abordo
Faço do mundo a platéia
E grito o amor que transbordo.
Fabi_Ago2009

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