sábado, 26 de dezembro de 2009

Conto continuado




E para celebrar a vida
Como a muito tem sido contado
Continuo esse poema
A quem de direito foi dado

Para contar esse outro Conto o Continuado
É preciso se lembrar de outros tantos terminados
Por isso Ed, não poderia ser diferente
Não falar da gente!

Aproveito essa prosa
De tantos novos amigos e trova
Para falar de outro tesouro
Mais rico do que ouro

Pra você minha amiga
Falo esses versos simples, mas sinceros
Sei que já sabe de tudo o que agradeço
Mas te homenagear assim não tem preço

Trago no peito e em breve... na lembrança
De tudo o que vivemos há pouco... não quando criança!
Risos, lágrimas, bagunças, experiências trocadas
...Eu até consegui te ver chapada!!

Sei que sem querer, temos quase uma década de amizade
Não quero nem ver o tamanho dessa saudade
E se hoje podemos ir por outros caminhos que nos conte
É porque aprendemos a dar as mãos de longe

Nesta data de comemorações
Onde o trem da vida maneja suas composições
Comemoramos tudo o que deixamos e tornamos
De cada pedacinho preenchido em nossos corações

Você minha amiga
Que se fez tão especial
Tornou-se minha família
Um bem querer incondicional

Fizemos música, sonhamos com a fama
Nomeamos o sofá verde, falamos de quem se ama
Muitos amigos, de jantares a Sarau
Aprendi até forró pra mulherada pagar pau!

E dos tesouros da vida
Esse aqui vale a pena
Que me permitiu nessas idas
Uma vivência nada pequena

Amigo que é amigo
Não se escolhe, se reconhece
Sei que de muitos
Tento ser quem te merece!



Faby 11.12.09

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

BCC




Pedi que ele segurasse mais um pouco.

Segurasse sem deixar arrebentar a linha.

Que segurasse pelo rabo para não escapar.

Não deu certo.... ela chegou.

Chegou de mansinho, mas chegou.

Todos eles vieram a nós,

Mas nem sempre gosto assim, todos juntos não dou conta!

Pega a todos: quem se esconde, quem não liga, quem não tem, até quem está dentro daqueles que correm, porque uma hora tem que sair!

Correm cheio de nós.

É! Eu, você, todos nós.

Corre sempre para voltar.

Não corre em círculos, mas corre para voltar.

Sempre volta, todos os dias volta.

Vaaai e volta.

Sempre vai e vive voltando.

É... não deu jeito.

Tivemos que sair e continuou a ir para depois voltar.

Sem muito tempo para apresentações, eles estavam todos lá, aos montes, sem perdoar.

Claro! Não me esqueço, eles vieram devagar!

Busão Com Chuva

Faby e Ed 16.12.2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

1º Lugar Adulto no 25º Concurso de Poesia de Mogi Guaçu

Do que é feito?

Sou feita das músicas que ouço
Dos lugares que conheço
Dos sonhos que tenho
Do cabelo que eu mexo.

Sou feita do calor do sol
Do perfume das flores
Do ritmo do vento
Dos amores e seus sabores.

Sou feita dos pingos da chuva
Dos sorrisos que ganho
Do horizonte que vejo
Do amor sem tamanho.

Sou feita dos doces que como
Dos telefonemas que recebo
Dos sonhos desfeitos
Das letras que eu escrevo.

Sou feita da brisa do mar
De o doce levar
Da menina que vem
De quem eu encontrar.

Sou feita da luz da manhã
Dos meus pensamentos
Do hoje e do ontem
Do mar e seus tormentos.

Sou feita das linhas mal ditas
Das mulheres benditas
Profundos desejos
De amores bem-vindos.

Sou feita das águas de junho
Do coro e do canto
Da alma que encanto
Quando eu não sou mais eu.

Sou feita da brincadeira tão séria
Quanto à vontade que esmera
Da boca que almeja
Meus lábios nos seus.

Sou feita dos amores que eu não tive
De tudo o que ouvistes
Dos abraços imensos
De um colo de Adeus.