segunda-feira, 28 de abril de 2008

As curvas de sua estrada...

Os lençóis marcam nossos corpos,
registrando os traços de um só desejo,
incidindo em tornos dos espelhos e placas...

Viajamos por estradas desconhecidas,
sem as malas da razão e mapas,
a direção é a sublime inconseqüência!

Nos cobrimos de risadas largas, eufóricas,
e de cima, te reparo
em nuvens brancas e sonhos calados...

Trocamos de almas em um leve piscar,
despimos os corpos já nus e entregues.
Já não sei parar de te olhar e,
me esqueço em seus beijos encontrados!

Me embriago de sua alma em forma líquida,
respiro teu ar, te dando os meus pulmões, sem mais pensar.

Vivo você, nesta estrada madrugada,
de perigosas curvas, em horas curtas...
Escolhendo vários caminhos,
ultrapassando os limites de velocidade,

Sem roupas e malas!

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