
Vai embora todo o calor, percebo o frio que chega de mansinho dentro de mim. Não que eu duvide do calor (tá bom, cheguei a duvidar...). O frio, por sua vez, acalenta, nos faz acarinharmos como se num consolo ou um conselho ele sussurra: Cuida de você!
Aproveito o motivo friorento que tenho para me abraçar, me acarinho, imagino que mãos e braços não são meus.
Guardo meu tesouro no peito, protejo-o dos que não podem manuseá-lo.
Alarme falso, retomo meu horizonte.
Respiro fundo.
Manco.
Dói.
Convenço minha esperança, já de malas em mãos, a ficar mais um pouco aqui dentro, mesmo que desta vez, um pouco mais frio, mas com a promessa de que trarei calor e não o recusarei quando chegar.
Aperto meus olhos para aguçar minha visão, foco quase o infinito no caminho que retomo a fim de ver o que mais o mundo tem a me oferecer desta vez.
Me transformo em letras e ao contrário de Vinícios; que eu não precise do sofrimento de todos os amores para continuar a escrever.
Faby_15.04.2009
"Gorgeous"!!!
ResponderExcluirFaby, textos como esses me deixam sem palavras. Pena que pra escrer assim temos que morrer de amor ou de solidão.
Um grande abraço!
Gostei da foto!!!
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