Aperta minh´alma na visão turva
Do mar revolto em céu aberto
Da fúria das águas que me cercam
Léguas e léguas não avisto ninguém perto
O mar, esse infinito misterioso
Faz-se tempestade a quem lhe esteja
Lhe arranca todos os controles
Lhe despe, lhe desce, lhe tolhe o que mais deseja
Tira de ti a autonomia da vida
Da única coisa que te é certo controlar
Lhe mostra na prática que você é menos que um nada
Anos de construção e evolução, tudo para o ar
Em sua extrema fragilidade e impotência
Já não bastasse toda a angústima e sofrimento
Descobrimos os parasitas impostores
Sangue-sugas se alegram ao verem seu tormento
Lobos em pele de cordeiro
Causam confusão ao julgamento dos retos
são sutis e perspicazes em suas ações
É preciso sensibilidade para saber o certo
Seja qual for a tormenta e seus impostores
Seja qual for os desafetos e desamores
Recebo dos anjos tudo o que me é de direito
Luz e proteção quando tudo são temores
Suplico ao céu, em sua imensidão azul
Para que aquela águas em revolta
Não me afogue, não me destrua
Sem antes mesmo sequer de sentir-me de volta
Fabi_Abril/2018

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