domingo, 9 de abril de 2017

Sobre o que fomos e o que somos!



     Levando em consideração a vida rica que nos cabe viver, não importa a quantidade de léguas que viajou, não importa mesmo, vale até para quem nunca saiu de sua cidade, mas sim, para quem viveu. De uma forma ou de outra conheceu mais da vida, mais do mundo que veio ao seu encontro.

     Somos feitos dessa experiência e vamos nos construindo, moldando e definindo nossas novas formas para estarmos da maneira que achamos mais adequada como um ser-humano-no-mundo.

     E a exatidão dos detalhes dos quais nos (re)construímos faz-nos viver com nossos prazeres descobertos dessa vida rica.

     Porém a maioria esquece que de tantos detalhes da vida rica que nos constroem, esquecemos de construir portões em nossos quintais.

     Vejo tantas pessoas que cresceram e floresceram, mas que, em suas novas verdades e estilos de vida definidos, em sua nova vida adulta, esquecem de que recebemos para doar experiências, para compartilhar...

     Não em uma forma de entrevista ou lições de alguém mais vivido, mas pela delícia da vida rica que tem um único propósito: navegar por outros mundos!

     Ficam tão maravilhados com o teu novo mundo de fadas, que esquecem suas raízes, seu passado e cessam as possibilidades de manter como soma, pois somos feitos de um passado crescente e um futuro que encurta a cada segundo.

     Fazer do presente uma bolha de "boas maneiras da vida enriquecida das experiências trocadas com as pessoas e com o mundo", faz crescente um passado de bolha e deixa para trás o passado cheio de vida e simplicidade que o fez chegar até aqui.

     Até para receber os tesouros do universo é preciso sabedoria, me encanta a pessoa que conhece das pessoas (de todas elas), que aprendeu novas culturas, novos e bons hábitos, conheceu história (de todos os tipos), que estudou muito e se especializou em algum assunto, que aprendeu e adquiriu bom gosto e que toda a imensidão percorrida lhe mantém com os pés colados ao chão e à sua história e diante de tudo isso, tornando-se um exímio navegador do universo.

     Me encanta quem sabe navegar (não estar só por alguns instantes no mundo em que pertenceu e com pessoas que ficaram), mas sim estar por inteiro em essência em sua nova vida peneirada pelos sabores das experiências.

     Me encanta quem usa a flexibilidade, a tolerância, a empatia exigidas pela vida no passado na nova vida do presente, tão rica e tão suprema, sem bolha, com grandes portões abertos em seu novo quintal florido.

     Tornar-se acessível às pessoas de ontem e de hoje e desfrutá-las como a vida permite com essência.

Fabi_Fev2016

Pintou-me



Pintou uma vida
Muitas emoções
Pintou uma mensagem
De dois corações


Pintou o que tornei
O que tá dentro e fora
Pintou tudo que refiz e desfiz
O que deixei e o que sou agora
  

Pintou o que não está escrito
Nem dito, nem ditado
Pintou até as bordas
De tudo o que foi transformado
  

Pintou em poucos traços
Uma morte e um renascimento
Pintou passo a passo
Um mar, agora sem tormento
  

Pintou em preto e branco
Olhando de perto, uns riscos aqui e outro acolá
Pintou e preencheu de um tanto
Uma história sempre a contar.


 Fabi_Set_2009

Conto do Começo


Vou contar uma história
Que aconteceu aqui bem perto
Do Coração Solitário
E do Coração Inquieto

Cada um assim bem feito
Crescido, vivido e aprendido
Desde o horizonte sentido
Até tudo o que prende ao peito

Ao contrário das histórias
Onde cenas acontecem na floresta
Essa aqui diz da vida
Onde tudo começou numa festa

O Coração Solitário
A quem muito te interessa
Contou de minutos a segundos
De um dia que não passou às pressas

Já o coração inquieto
Ao encontro tão esperado
Preparou da alma ao próprio coração
O melhor sorriso a ser dado

E os dois seguiram então
Na dança da sedução
Entre goles encontros e olhares
Os sonhos vindos aos pares

Como em um reencontro
Tanta coisa a ser dita e ouvida
Cada um conta seu conto
De duas vidas muito vividas

O Coração Solitário
Põe-se aqui a contar
A sua parte da história
A quem quiser escutar

Você, Coração Inquieto
Que muito tem a ensinar
Trilha por uma vida um tanto arredia
Que poucos têm o mesmo peito para encarar

Você, Coração Inquieto
Que fez 20 dos meus 30
Pintou de novo o que estava cinza
E fez chegadas de muitas partidas

Fez de um coração solitário
Pouco torto, enrijecido e colado
Encher-se de vida, de nós e de um tanto
Como a muito não havia lembrado

E ao Coração Solitário
Ao vê-lo tão inquieto
Correu a dar-lhe a mão
Colocou-te assim bem perto

E assim constroem sua história
Coragem, cuidado e tropeços
Tendo um tesouro a tal preço
Fazem uma dupla de peso

E como a quem relata
Um conto mais vivido que contado
Não atribuo um fim a essa história
Pois o que ouviu aqui está apenas começado

Aos Corações Ouvintes
A que cada um, um nome é dado
Deixo aqui meu recado
Que é de tamanho bom grado

Ao Coração Inquieto
Que me põe a escrever
Esse poema “arretado”
Disfarço a vergonha
Desse sentimento derramado

Porém, se de tudo deveras
O sentimento que abordo
Faço do mundo a platéia

E grito o amor que transbordo.

Fabi_Ago2009

Conto Continuado


E para celebrar a vida
Como a muito tem sido contado
Continuo esse poema
A quem de direito foi dado

Para contar esse outro Conto, o Continuado
É preciso se lembrar de outros tantos terminados
Por isso amiga, não poderia ser diferente
Não falar da gente!

Aproveito essa prosa
De tantos novos amigos e trova
Para falar de outro tesouro
Mais rico do que ouro

Pra você minha amiga
Falo esses versos simples, mas sinceros
Sei que já sabem de tudo o que agradeço
Homenagear a ti, assim não tem preço

Trago no peito e em breve... na lembrança
De tudo o que vivemos há pouco... não quando criança!
Risos, lágrimas, bagunças, experiências trocadas
Dias longos e conversas de noites enluaradas!!

Sei que sem querer, temos quase uma década de amizade
Não quero nem ver o tamanho dessa saudade
E se hoje podemos ir por outros caminhos que nos conte
É porque aprendemos a dar as mãos de longe

Nesta data de comemorações
Onde o trem da vida maneja suas composições
Comemoramos tudo o que deixamos e tornamos
De cada pedacinho preenchido em nossos corações

Você minha amiga
Que se fez tão especial
Tornou-se minha família
Um bem querer incondicional

Fizemos música, sonhamos com a fama
Nomeamos o sofá verde, falamos de quem se ama
Muitos amigos, de jantares a Sarau
Aprendi a dançar com essa minha perna de pau!

E dos tesouros da vida
Esse aqui vale a pena
Que me permitiu nessas idas
Uma vivência nada pequena

Amigo que é amigo
Não se escolhe, se reconhece
Sei que de muitos
Tento ser quem te merece!

Fabi_Ago2009

domingo, 1 de maio de 2016

Domingo a tarde.



E ela parou para e em mim
Cessou-me às tuas cores e dissabores
Aos teus As e todo o abecedário

Irredutível a que?
A vida segue, bailo.
Porque tatuou-me, 
Sim, deveria ser uma pergunta
Mas meu coração afirma

Certezas que desconheço
O número de anos e experiências 
É incrivelmente desproporcional 
À infinidade de novos sentimentos
Em eterno aprendizado

Aprender e aprender é a matriz da vida
O Universo nos atende a cada desejo
Meu peito aberto onde as ondas se quebram
Sem dó, sem piedade alguma da entrega do novo conhecimento

Dous alguns passos para trás no momento do impacto
A areia não ajuda, bamboleio, curvo meus dedos
Agarro a areia que desliza sob meus pés
Comparsa da onda que arrebenta em meu peito
Mira meu coração, não me alivia em nada

Sigo aprendendo, por amor à vida
Por amor ao universo, à espiritualidade
De imensidão infinita
Conecto-me à ela através da vida
Da vida que não me recuso a viver

Do mundo que não me recuso a vivenciar
Mesmo que seja por alguns minutos
Uma noite qualquer que me surpreende
Alguns dias que coleciono
Alguns períodos de semanas, meses ou anos

Me entrego e ela cessou-me.
Fabi 02.mai.2016

terça-feira, 19 de abril de 2016

Troca-se




Troca-se uma atencão bem intencionada
Daquelas de brilhar os olhos da donzela
Que passa com seu sorriso mais pelo jardim
Me encantando entre acácias e azaléias

Troca-se abraços, apertados e aconchegantes
Daqueles que curam pesadelos e temores
Principalmente das dores da alma
Dos amargos vida, amores e dissabores

Troca-se olhares cuidadosos
São eficientes nos momentos de silêncio
Daqueles distantes e despretensiosos
Que desvendam o que não foi dito em um milênio

Troca-se mãos fortes e delicadas
Para os carinhos de bem querer
Que esquentam os desejos ardentes
E que passam segurança para você vencer

Troca-se beijos cheios de segredos
Daqueles que tiram o folego e o tino
Calam quando as palavras tornam-se fúteis
Selando os desejos mais íntimos 

Troca-se um coração ardente
Daqueles imensos e aconchegantes
Que perdoa, ama, luta e sente
Como nunca tiveste visto antes

Troca-se a eterna paciência do sentir
que faz da cumplicidade um alicerce
Construindo imponentes castelos
Para vivermos a felicidade que me deste

Troca-se
Meu amor quente à fagulhas mil
Quando ainda sim a noite lhe traga o frio
Ao querer esfriar o que seu coração mais acredita
Eu esteja aqui para aliviar-te horas a fio.


                                                                                                                                                                                         Fabi  20.abr.2016

O Velho e o Novo



Diante do futuro que eternamente está por vir.
O mundo, este vasto mundo dentro de mim, encontra-se ao velho mundo afora, de um horizonte a perder de vista. Como no encontro das águas, só que neste, águas revoltas em sua alma.
Delicada assim como o véu das virgens que se apressam para mais um dia de sua devoção. Ahn, a fé.
Fé esta que me enche de vida enquanto eu vejo a vida dançar provocante à minha frente.
Tamanha sensibilidade que me empodera das descobertas nunca antes tocadas em corações alheios, me tona frágil, assim, como aquele velho véu das virgens. Frágil quando vejo em seus olhos contrariarem as palavras que saem de sua boca.

Cheia de sonhos, encantamentos e olhos brilhantes para o futuro.
Futuro este que assusta ao chegar robusto, assoviando como uma garota peralta, saltitante, vinda de longe e enlouquecida para chegar, carregando uma grande parte de seus pedidos d´alma em sua singela carruagem. Porque para pedidos delicados e grandiosos, se faz necessário doses moderadas de elegância e de grata surpresa, que alegra primeiramente aos ouvidos com a notícia, depois aos seus olhos, amendoados e brilhantes, que ora fogem, ora me encontram ao meio da noite e da chuva que nos saúdam o nosso encontro das águas.

E não pouco importante o tal mundo lá fora, que me apresenta um novo mundo aqui dentro, quase um Big Bang, e que em poucos, até ela, esta alma desgarrada da fé de um mundo e um futuro tão sonhado, regado à infinitas possibilidades de ser um ser-humano-novo-em-seu-próprio-mundo-velho, se opõe, inexplicavelmente aos olhos torcedores, que se arregalam sem respostas, marejam, fecham, abrem, marejam, fecham e desviam-se.

Desafia as leis da obviedade, firmemente, corajosamente. Abre-se o caminho na multidões de corações alados, todos em respeitosa condolência ao ver Eros, assim, desafiado tão singelamente pela bravura de fazer-se mundo de si só.
Fabi  19.abr.2016

domingo, 10 de abril de 2016

Do que não é raso.





Eu não tenho uma letra sequer
Para combinar com algumas outras enfim 
E formar as palavras que preciso
Para traduzir o oceano que há em mim

Trasbordo

Fecho os olhos e apenas sinto
Meus pensamentos viajam na velocidade da luz
Mal consigo acompanhá-los
Solto meu corpo e deixo-o para ver o que me conduz

Transbordo

Questiono o Universo: Porque tanta crueldade?
Faz de mim azes, rimas e versos
Rouba-me as respostas que necessito
E faz de meu horizonte um tanto transverso

Transbordo

Minha alma segue amordaçada e impotente
Diante de tamanha coragem em abrir mão da felicidade
Silencio os gritos de bem querer dentro de mim
E assisto os sentimentos se desfazendo em saudade

Transbordo em mim.
Fabi 10.abr.2016

terça-feira, 29 de março de 2016

Ela e "ela"




Ela, é a flor da noite
Enquanto "ela", cultiva o jardim
Ela passa e não percebe
O quanto "ela" rega, enfim

Ela, permanece ausente
Enquanto "ela", lhe busca em seus pensamentos
Ela passa e não percebe
A magia preparada para aquele momento

Ela, menina-moça, se posiciona nas muralhas imponentes de seu castelo
Enquanto "ela", se abre para viver sem barreiras, o melhor da vida
Ela passa e não percebe
Que o melhor da volta, é a boa cia da ida

Ela, guarda seu tesouro e se distancia do "viver de fato"
Enquanto "ela", demonstra que pode cuidar do que é mais valioso
Ela passa e não percebe
Que só tem valor, quando ao ourives certo seu tesouro é exposto

Ela, usa da sinceridade não muito sincera para viver as "coisas do coração"
Enquanto "ela" busca lê-la, alma, corpo e coração, por completa
Mas Ela passa e não percebe
Que a felicidade bate à porta dela

Ela, cheia de teorias em busca da fórmula da felicidade
Enquanto "ela", mistura deliciosamente experiência e sentimentos
E de novo, Ela passa e não percebe
Quão bom deixar-se saborear pelos beijos e acalentos

Ela, diz que busca esse ou aquele coração
Enquanto "ela", prefere observar cuidadosamente os corações que cruzam seu caminho
Ela passa e não percebe
Que ao seu lado está um desses corações transbordando de carinho

E Ela, de passar a vida de olhos fechados para mentalizar seus ideais
Enquanto "ela", para as coisas da vida, de olhos bem abertos e atentos
E novamente Ela passa e não percebe
Que a verdadeira felicidade é vivida na entrega e cultivada em um ímpar momento
E que, Ela, por qualquer motivo que seja, tem deixado passar a vida pelos olhos de seu coração frágil e desatento.

Fabi 29.mar.2016

sábado, 28 de novembro de 2015

SEM MAIS



Eu supero medo da chuva
Do céu que não muda
Da distância que assombra
De não ter "o certo" teu

Supero a altura que invade
Os comentários covardes
O dedo em riste
Alegre ou triste

Supero o futuro incerto
Do que eu não toco e não pego
Do vazio no peito
Dos olhos que não são mais meus

Supero os sonhos não vindos
Talvez nunca vividos
Desejados e sentidos
Nunca lidos, tão pouco tidos

Supero enfrentar junto
Das dores do mundo
Do outro e seu mundo
Mesmo abrindo mão do meu

Mas não tem jeito
Não supero os detalhes
Daqueles que ferem
Aos cacos bandidos
De minha alma que expele
Em retalhos e sem rimas
De um futuro mudado
Por um presente tão inesperado

Que transforma
Que transborda
Que não forma
Que não nasce mais

Do colorido que se vai
Da terra que fica
Sem as flores
Sem sabores
Sem amores

Sem mais.

Fabi 28.11.2015

terça-feira, 8 de julho de 2014

Bem te quero


Estive cá a pensar sobre os bons ventos,
Daqueles que dançamos sem perceber,
Horas a fio passam e repassam em meu pensamento,
Impossível não lembrar de nosso pertencer!

Um grande feito se aproxima,
Cheio de alegria, flores e sinas,
Com os nossos amigos, celebraremos a vida,
Impossível não lembrar de sua companhia!

Tão logo o sonho desperte,
E gigantesco em sua forma fique,
Quero tê-la por perto,
E as mais lindas boas lembranças, que nos trisquem!

Fabi_Jul/14

La Poesia



Carinhosamente lhe escrevo celebrando algo ímpar: a sensibilidade!
Entre encontros e desencontros dançamos ao vento da vida,
E cá estamos, hoje, nesta singela escrita,
O Universo nos brindando com as possibilidades!

Os quadros possuem a particularidade de nosso contato,
No mesmo local, do mesmo ângulo fomos tocadas,
E a vista? A mesma! Sem sequer termos combinado,
Em tempos diferentes neste país e nossas estadas.

Assim como o nome do comercio da fotografia,
É a nossa vida, repleta de rimas e entoadas,
Muitas vezes não fonêmicamente estruturadas,
Mas felizmente espiritualmente encaixadas!


Fabi_Jan/14

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Do que a gente não vê, não pega, não descreve.

Mouro´s Castle
Vida essa que me embala em seus ventos
Calorosa, perfumada, me enriquece
Me leva para dançar mesmo que eu não saiba a música,
Deixa-me mais e mais presentes a cada próximo, tão perto momento,
Brinda aos seus encantos minhas descobertas maravilhosas,
Me abraça aos tropeços e me rodopia para entrar em um novo compasso.
E vejo, a cada momento uma linda cena,
Meu olhar apura mais e mais a sensibilidade de me encontrar em meus momentos, nos seus momentos,
Com direito a trilha sonora, perfume e encantos,
Registro com meus sorrisos sua magia de alma que me leva onde eu nunca pisei.
Realizo mais e mais, me encanto mais e mais.
Encontrei nos ventos da vida, minha corrente de ar quente, faz-me planar horas a fio admirando cada detalhe de um ângulo jamais imaginado.
As palavras tornam-se inúteis, pequeninas, pobres.
É intransferível! Impossível! In...in....in..in,
Palavras enferrujadas das impressões para leitura aqui neste espaço tão eu e tão seu que me passa os olhos tentando me  ler, estas mesmas palavras inúteis assistem a explosão de sentimentos e experiências das infinitas conexões de pensamentos e fluídos de alma, sentidos em cada poro dessa máquina sujeita à mortalidade.
Sentimento dúbio.
Nos torna solitários preenchidos do mundo inteiro e mais tudo o que ainda não veio.
A felicidade depois de encontrada é insolúvel, é uma praga, pega, cola, gruda e não sai mais, só aumenta.
Imensa!

Fabi 23.02.2014_00:36h


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Delícia de vida!




Hoje, um anjo me ensinou mais umas coisinhas sobre a vida, sobre eu mesma! Obrigada pela conversa em que eu era a conselheira e fui a quem mais aprendeu!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Além do meu EU


É assim que me sinto agora!
Uma música a me embalar em meus fones novos
Montando um roteiro de Paris, não resisto (Early in the mornig - Cyndi Lauper)
Me divido entre fechar os olhos e balançar troco e cabeça
Me escapam muitos sorrisos!

Retomo a pesquisa do roteiro,
Logo me imagino alí andando por meus traçados no G. Maps,
YES, agora sou aquele homenzinho amarelo! rá!
(Agora vai)
Me transporto para o mapa e estou lá:
Com meus novos fones, a música como uma casa noturna bombando em meus ouvidos

Um novo cenário e um velho filme na memória
(a música continua a me embalar)
Planejo um passeio perfeito com meu amor
Com todo o charme e cortejo que merecemos

Ensaio o caminho,
Passo por lá antes como em um aviso de que vamos chegar!

E de repente as pessoas do mundo somem
Ficamos apenas nós
A música macia agora é nossa trilha sonora
Alguém aumenta o som
Fecho os olhos embalo a cabeça, a música invade (Just your Fool - Cyndi Lauper)

Meu coração explode
Não existe mais ninguém além de nós
Te tiro para dançar
O mundo não me importa mais
Estamos eu e você no palco da vida

Deixo para trás velhos conceitos, velhas roupas
Desamarro correntes da sociedade
Faço do amor Divino minha verdade
Transbordo de coragem para ser feliz!

Danço com a vida
Tiro meu amor para dançar
Alí, despida do que nos torna prisioneiros
Sob olhares julgadores por tamanha felicidade de vida!
Perdoo todos, meu passado, a mim.

Danço,
Sinto, enfim, a plenitude!

Faço planos para voltar
Para conhecer os castelos,
Os vinhos e os segredos
Para voltar acompanhada
De minhas sementes e minha nova árvore

Fecho os olhos
Sorrisos escapam aos montes
Danço com a cabeça
(Time after time - Cyndi Lauper)
Fabi 04.07.13

segunda-feira, 20 de maio de 2013

E que seja assim!



Dos mimos e preguiças que me esbaldo em você
Da paz incendiada em meu peito
Dos olhos que brilham embalados pela admiração

E que seja assim!

Às noites de sono dos Deuses de almas entrelaçadas
Do toque que traduz a imensidão do carinho e cuidado
Do aninhar-se  em seu calor em silêncio

E que seja assim

Que continuemos a exalar flores
Que os olhos no horizonte permaneçam construindo o nosso melhor
De duas em duas!

E que seja assim!

Fabi 21.05.2013

sábado, 13 de abril de 2013

Escolhas




Tenho saudade de passar horas perdida na livraria descobrindo novos cds e novos filmes e lá se iam 3 a 4 maravilhosas horas e uma sacola com uma novidade para casa.

Saudade de passar horas na internet caçando novos cantores tão talentosos quanto os comerciais e presenteava meu amor e meus amigos com tão graciosa voz.

Saudade de passar outras tantas horas assoprando minha gaita, brincando de melodias, tirando uma música aqui e outra acolá....

Saudade de sair correndo e sentar em meu cajon assim que aquela música gostosa começasse a tocar na rádio e a gente em uma parceria que dava certo.

Saudade de me inspirar, nos detalhes inesperados da vida e lembrar dessa inspiração quando chegasse em casa, para criar mais e mais textos para meu blog e quem sabe para outros 1º lugares em outros concursos de poesias.

Saudades de criar meus convites para receber e compartilhar com meus tão especiais amigos no meu templo, noites afora, regadas de vinho e textos transbordados de sensibilidade, acalorados por nossas almas tão dispostas.

Saudades de continuar a assistir a série de Dr. House, deliciosamente desembaladas a cada temporada que avanço.

Saudades de assistir os novos vídeos dos vlogs do PC Siqueira e Sangerine que eu tanto me divirto!

Saudades de jogar meu lindo presente PS3, arrasando com minha guitarra no Rock and Roll.

Saudades de fazer minhas fotos, reinventando e redescobrindo olhares.

Saudades de passar horas em cima de meu patins, evoluindo nas rampas, nas manobras e me despedir do tecido adiposo.

Saudades de dormir mais que 4 horas todas as noites.

Saudades de poder cozinhar e ter tempo de abastecer minha geladeira com comida decente.

Saudades de tirar um dia inteirinho do final de semana para redescobrir São Paulo e voltar para casa com dor nos pés de tanto andar nos passeios e exposições.

Saudades de poder fuçar shows e prestigiá-los todos.

Saudades da frequência de assistir peças de teatro...de todos os tipos.

Saudades de levar minha sobrinha a parques, contação de histórias e teatros.

Saudades de descobrir restaurantes pitorescos e novas culinárias.

Saudades de passar um dia inteirinho tocando cajon e cantando com o povo.

Saudades de planejar viagens a lugares não turísticos e muito bem indicados.

Saudades das aulas de bateria e capoeira.

Saudades de ter todas as pastas de meu note organizadas.

Saudades de almoçar todos os dias da semana.

Saudades de ler livros de temas que eu bem entender.

Saudades de lembrar de meus sonhos assim que acordar.

Saudades de acordar sem despertador aos finais de semana

Saudades de fazer valer minha assinatura da revista Aventuras na História e lê-las todas.

Saudades de continuar minha coleção do Calvin e Haroldo.

Saudades de poder cultivar minha horta.

Saudades que tem horas contadas para acabar!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Presente mais que presente tem tempo próprio




Voltando para casa, em uma trilha sonora infinita que invade meus ouvidos e minh´alma
Torna tudo ao meu redor como em um filme com suas melhores fotografias
Eu, alí, presenteada por todo carinho em que a vida me acolhe
Ventos dançantes a me embalar
Lembranças de meu presente em um presente indicativo que invade, que indica, que não muda o tempo, que me permanece com a paz que eu mereço!
Transbordo!
Fabi 07fev2013

domingo, 2 de dezembro de 2012

"(...) só molhe esse povo de alegria (...)"



Quando a gente volta a viver, sentindo na pele a liberdade que o vento e o horizonte oferecem como possibilidade, tudo se colori diferente.

O vento que acarinha o rosto, faz meus cabelos dançarem como acontecia...

É impossível não colar um sorriso no rosto que não se desfaz ao erupcionar da corrente sanguínea que percorre todo o corpo agora em alta velocidade anunciando a vida a ocorrer lá fora! O coração por sua vez, vendo tudo isso, dá um grande suspiro e volta ao seu trabalho com muito mais vontade e o gosto da vida que o faz trabalhar agora com mais ritmo

Convidando o corpo à vida.

A alma rapidamente responde e se preenche colando ainda mais o sorriso que não se desfaz.

A mente por sua vez, vendo tudo aquilo trata de remexer gaiolas importantes, e abre, uma por uma, pois é só em espaços assim que os passarinhos podem revoar com toda vontade que tem e batem asas para a vida.

E esse mundo que sou eu, em harmonia, regozija-se e transborda a felicidade que não se contém e tudo aquilo que era.... vejo que ainda é!

E no fim, vem a chuva, de um jeito único, morna, que completa a fotografia e a alegria de sentir o suor misturado com os pingos que escorrem pelo corpo com um perfume único que exala do asfalto e me brinda com mais uma alegria e recebo o que unge, abençoa e se despede, me deixa em casa me presenteando com a medida certa de tudo aquilo me lembra que eu jamais devo deixar de viver!


*Até voltei a escrever!
**Andando de patins no parque e chuva no final do rolê**

Fabi 02/12/2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Carta


Ah como eu queria escrever do mundo!

Escrever os sentimentos.

Escrever os pensamentos.

Escrever tudo o que não foi dito,

Tudo o que não foi vivido, pintado, acalorado.

Escrever e deixar registrado

nos nossos corações que precisam de respostas e palavras

E de ouvidos.... e de olhos.... e de espiritualidade...
 
Fabi 06.07.2012

terça-feira, 12 de junho de 2012



....e sempre que ouço sua risada gostosa que transborda minha alma de encatamentos, me permito mais uma vez e agradeço...

Fabi 11.06.2012

sábado, 12 de maio de 2012

Borboletas no estômago


Adoro olhar por todas as partes e ver as borboletas todas pousadas quietinhas e aí vou adentrando devagar e é lindo vê-las a revoar!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Veemente



Que as flores da primavera me presenteiem com as mais lindas cores


Que os laços de amizade alimentem minha crença nas pessoas

Que o amor continue movendo nossa fé

Que o conforto do lar se estabeleça em minha mais nova família

Que a chuva incentive as bênçãos do céu a nós

Que o canto embale os corações

Que os olhares toquem as almas

Que o sol aqueça num abraço onde há espaço

Que o toque afague o espírito

Que as palavras sejam doces aos ouvidos

Que a luz reflita a lealdade dos homens

Que o vento sopre os bons presságios na Terra

Que o silêncio nos seja exato

Que o nascimento contemple tudo o que é bom

Que a música conduza suavemente a valsa da vida

Que os sorrisos sejam sempre compartilhados

Que as realizações sejam sempre a nova etapa dos sonhos

Que o amor exale para todo o universo

Que a sabedoria nos abra os olhos

Fabi 12.02.2012

sábado, 3 de dezembro de 2011

Quanto mais tenho a falar



Quanto mais tenho a falar, mais ouço
Tento entender o que me intriga
E quando começo fazê-lo
Vem uma nova versão de todas as respostas.

Uma nova edição do que se explica
Uma nova versão do que se vê
Vivo um novo dia do que já velho
Enche meu coração e pensamentos

É a vida me provocando?
Caçoando de mim sarcasticamente?
Só para me confundir, para me ver assim,
Para me colocar a prova?

Meus pensamentos viraram sonhos
Meus sonhos voam, uns ficam
Outros passam por mim
Continuam por sobrevoar, encantados com o meu jardim
Nem sei se voltam, nem sei se posso deixá-los ir...

As letras me fogem ao papel de tantas que são
As letras transbordam,
Saem pelas orelhas, pelos olhares
Não consigo juntá-las. Me calo, então.
Quero dar um pulinho na lua pra ver se passa.
Quero músicas para traduzir um pouco disso tudo
Quero muito.
Fecho os olhos e desligo o mundo.



Faby 08.08.2010

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Hoje eu procurei


Hoje procurei um texto pois minhas palavras foram afogadas pelo tamanho sentimento.


Hoje procurei outras mãos, mãos cujos os donos um dia desenharam letras que pudessem descrever o que transborda em minha alma.

Hoje procurei outras interpretações, que permitam tentar descrever a chama em mim.

Hoje procurei outras páginas que pudessem falar por mim.

Hoje procurei outras digitações, que pudessem transcrever o que sinto.

Hoje procurei em outros ouvidos a sensibilidade inexplicável concedida a mim.

Hoje procurei meus sentidos em outros sentidos em outras direções.

Hoje procurei-me fora de mim.

Hoje procurei outras marcas e suas explicações só para que de repente pudessem falar das minhas.

Hoje procurei minhas querências.

Hoje procurei cuidar de mim.

Hoje procurei no céu alguma nuvem que me desenhasse.

Hoje procurei o vento para quem sabe levasse o que não se escreve.

Hoje procurei as letras, mas elas não cabiam em mim.
Fabi 23.jun.2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Era uma vez,



Uma garotinha que cresceu em uma família linda, aprendeu sobre os valores da vida, foi para escola, aprendeu sobre o conhecimento, cresceu, aprendeu o trabalho justo, conheceu muitos sentimentos, aprendeu a diferença entre colegas e amigos, entre paqueras e paixões, conheceu o amor.

Cresceu ouvindo falar do amor, todos os dias quando pensava sobre isso, despertava uma faísca de desejo por viver esses sentimentos que para ela era quase praticamente uma utopia. Mas Deus sempre esteve de olho nessa garotinha e percebeu que ela estava se preparando para seu presente maior!

Até que um dia, Deus acompanhou tudo o que ela passou, pensou, viveu e QUIS, vendo que a hora tinha chegado, lhe enviou seu valioso presente e armou tudo para que o caminho a levasse a realizações de seus desejos.

A fez sentir um monte de coisas mravilhosas, era o amor, ahhhh o amor, que aqueceu e fez pulsar seu coração como nunca antes e ela descobriu que é possível viver todas as coisas gostosas, coisas que nos fazem tão bem ao lado de alguém!

Deus muito contente em ver tudo aquilo acontecendo com o presente que ele enviou a ela, sentou em sua poltrona celestial, numa tarde do infinito para acompanhar a grande história tomando o seu chocolate quente divino!

A menina ficou imensamente feliz, seus olhos brilharam, seu rosto como nunca tinha visto antes, seu sorriso era lindo, sua vida coloriu diferente. Ela pegou o presente, embrulhou de novo e guardou.

(Num susto, inclinando seu corpo a frente, segurou nos braços da poltrona celestial boquiaberto olhando atentamente aquela garotinha)

Deus não entendeu nada!




Faby 26mai2011

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Conversa de msn, ô saudade!

"Daniele diz:
saudades da infância...quando não tinha responsabilidades.....quando minha bicicleta não ficava parada e meus sonhos eram mais reais..."

Como diz Marcelo D2:
"...Saudade do que eu vivi, saudade do que eu nem vi..."

"...A saudade não tem pena,
Não tem dó nem compaixão,
Não perdoa só condena,
A saudade é uma prisão.
A saudade é uma praga
Que o rosto não disfarça.
Passam dores, passam mágoas,
Mas a saudade não passa..."

Por isso como na frase do msn dela diz eu canto para todos:
" Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí, levando o violão debaixo do braço; em qualquer esquina eu paro, em qualquer botequim eu entro e se houver motivos, é mais um samba que eu faço. Se quiseres saber se volto. Diga que sim! Mas só depois que a saudade se afastar de mim..."

Faby 08.09.2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mana Velha, mano velho

A gente quer se fazer de forte e tals.... mas é tão difícil o momento que sentimos toda essa distância....

É como se uma parte nossa se vai, apesar da alegria por novas vivências e o quanto te fará bem...
Isso me custa esse pesar que não tem fim.

Tranco esse meu "eu" no quarto para que chore sozinho, baixinho, desabafe sem que ninguém veja.

E me refaço
Dói tanto...
Faby 17.08.2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sarau IV - Celebração



Meus Amigos,

Eis que está para acontecer
O "Sarau do Início"
Ao contrário que pensas
Sem capa ou pencas
Apenas do que é novo
E o velho se faz princípio
-o-

Estes dois se misturam
Num gosto sem igual
Nos balança, entristece e alegra
Viveremos mais desta prosa
Em nosso encontro no Sarau.
Faby 18.06.2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Põe pra fora!


Uma vez uma amiga me disse:

"- Você está com essa dor (de cabeça) porque tem um monte de coisa aí que você não quer falar."

Ok, aqui vai:

Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá. Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Blá blá.
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Bblá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.

Faby mai.2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

Uma palavra por vez



Essa pode ser a primeira
O que para mim é
Tudo pode ser nos dias que virão
Cada macaco no seu galho
Nos cabe a busca nos convém o encontro
Longe do que é meu
Tão só e tão junto
Bicoito! Não bolacha.
Se a conversa fizesse sentido não haveria o agora
As bolhas da minha sombra transparente que não vê
Transborda e derrama sem demora
Dançar
Um balde de entrega, algumas gotas de razão
Do que me identifico e passa por mim
É doce e duro, porque agora?
Não agüento mais caralho
Alegria, alegria...eis que tudo é luz e cor
O vento e tudo o mais
O tempo, uma lágrima e uma mágica
Passo.
Te fazer sorrir uma vida inteira!
De um silencioso duelo de gigantes
Limpo, puro e tão leve como o vento
A Kika cuida de todos
Daqui se vê desenhos em nuvens
Infinitos pulsos de inúmeros sentimentos
De repente tudo é paz.
Começa aqui.
E viva as possibilidades!!!

28.03.2010
Perf – 23:37

De lá pra cá



... E passou tanto tempo
Tanta coisa mudou
Hoje, um presente de um futuro que não conhecíamos
Não lembro se acertamos algo que chutamos
Com quantos dias se faz um futuro?
Nostalgia me obriga a relembrar
Nesses anos me encontrei e perdi a conta de quantas vezes me perdi
(Será que ainda estou perdida?)
Hoje eu tenho essas doenças do futuro
Tenho comigo que a palavras “stress”, deveria ter muito mais letras para funcionar como sigla para todas as doenças que ela causa.
A gente tem dessas coisas só para poder se identificar em alguma letra... Essas coisas de “um não sei o que” velado.
Confesso que todas essas coisas de futuro tem exercitado minha fé, seja a cada novo exame traduzido pelo médico, seja nesse futuro que insisto em me encontrar ou me perder, depende...

Vejo que ganho muitos dias... Um futuro mais longo.
Reflito...
Faby 10.03.2010

sábado, 26 de dezembro de 2009

Conto continuado




E para celebrar a vida
Como a muito tem sido contado
Continuo esse poema
A quem de direito foi dado

Para contar esse outro Conto o Continuado
É preciso se lembrar de outros tantos terminados
Por isso Ed, não poderia ser diferente
Não falar da gente!

Aproveito essa prosa
De tantos novos amigos e trova
Para falar de outro tesouro
Mais rico do que ouro

Pra você minha amiga
Falo esses versos simples, mas sinceros
Sei que já sabe de tudo o que agradeço
Mas te homenagear assim não tem preço

Trago no peito e em breve... na lembrança
De tudo o que vivemos há pouco... não quando criança!
Risos, lágrimas, bagunças, experiências trocadas
...Eu até consegui te ver chapada!!

Sei que sem querer, temos quase uma década de amizade
Não quero nem ver o tamanho dessa saudade
E se hoje podemos ir por outros caminhos que nos conte
É porque aprendemos a dar as mãos de longe

Nesta data de comemorações
Onde o trem da vida maneja suas composições
Comemoramos tudo o que deixamos e tornamos
De cada pedacinho preenchido em nossos corações

Você minha amiga
Que se fez tão especial
Tornou-se minha família
Um bem querer incondicional

Fizemos música, sonhamos com a fama
Nomeamos o sofá verde, falamos de quem se ama
Muitos amigos, de jantares a Sarau
Aprendi até forró pra mulherada pagar pau!

E dos tesouros da vida
Esse aqui vale a pena
Que me permitiu nessas idas
Uma vivência nada pequena

Amigo que é amigo
Não se escolhe, se reconhece
Sei que de muitos
Tento ser quem te merece!



Faby 11.12.09

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

BCC




Pedi que ele segurasse mais um pouco.

Segurasse sem deixar arrebentar a linha.

Que segurasse pelo rabo para não escapar.

Não deu certo.... ela chegou.

Chegou de mansinho, mas chegou.

Todos eles vieram a nós,

Mas nem sempre gosto assim, todos juntos não dou conta!

Pega a todos: quem se esconde, quem não liga, quem não tem, até quem está dentro daqueles que correm, porque uma hora tem que sair!

Correm cheio de nós.

É! Eu, você, todos nós.

Corre sempre para voltar.

Não corre em círculos, mas corre para voltar.

Sempre volta, todos os dias volta.

Vaaai e volta.

Sempre vai e vive voltando.

É... não deu jeito.

Tivemos que sair e continuou a ir para depois voltar.

Sem muito tempo para apresentações, eles estavam todos lá, aos montes, sem perdoar.

Claro! Não me esqueço, eles vieram devagar!

Busão Com Chuva

Faby e Ed 16.12.2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

1º Lugar Adulto no 25º Concurso de Poesia de Mogi Guaçu

Do que é feito?

Sou feita das músicas que ouço
Dos lugares que conheço
Dos sonhos que tenho
Do cabelo que eu mexo.

Sou feita do calor do sol
Do perfume das flores
Do ritmo do vento
Dos amores e seus sabores.

Sou feita dos pingos da chuva
Dos sorrisos que ganho
Do horizonte que vejo
Do amor sem tamanho.

Sou feita dos doces que como
Dos telefonemas que recebo
Dos sonhos desfeitos
Das letras que eu escrevo.

Sou feita da brisa do mar
De o doce levar
Da menina que vem
De quem eu encontrar.

Sou feita da luz da manhã
Dos meus pensamentos
Do hoje e do ontem
Do mar e seus tormentos.

Sou feita das linhas mal ditas
Das mulheres benditas
Profundos desejos
De amores bem-vindos.

Sou feita das águas de junho
Do coro e do canto
Da alma que encanto
Quando eu não sou mais eu.

Sou feita da brincadeira tão séria
Quanto à vontade que esmera
Da boca que almeja
Meus lábios nos seus.

Sou feita dos amores que eu não tive
De tudo o que ouvistes
Dos abraços imensos
De um colo de Adeus.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ahhhh Camões...

Um dia me perguntaram o que é o amor.
Pasmem!

Em minha mente veio uma imensidão de coisas e um vazio

de palavras, depois, uma pergunta:

-- Como alguém se atreve a perguntar o que é o amor?


Amor é mais que o fogo que arde sem se verÉ mais que dizer eu te amo
É mais do que ter medo e enfrentá-lo

O amor é mais que ferida que dói e não se senteÉ mais do que sonhar junto
É mais do encher a boca de fidelidade


O amor é mais que um contentamento descontente
É mais que na saúde e na doença
É mais que uma aliança no dedo


O amor é mais que dor que desatina sem doer
É mais que explodir de desjos
É mais que longas cartas de "amor"


O amor é mais que um não querer mais que bem quererÉ mais que viagens em feriados
É mais que lua de mel


O amor é mais que um andar solitário entre a gente
É mais que gritar ao mundo o que sente
É mais que andar de mãos dadas ao léu


O amor é mais que nunca contentar-se de contente
É mais que completar ano de união
É mais que flores no aniversário


O amor é mais que um cuidar que ganha em se perder
É mais que jantares a luz de velas
É mais que declarações


O amor é mais que querer estar preso por vontade
É mais que olhar as nuvens para descobrir sua forma
É mais que o toque da pele


O amor é mais que servir a quem vence, o vencedor
É mais que ser platônico a vida toda
É mais que lutar quando não há mais forças por alguém


O amor é mais que ter com quem nos mata, lealdade
É mais que a cumplicidade do olhar
É mais que a sintonia de um pensamento


O amor é mais que como causar pode seu favorÉ mais que comprar uma briga
É mais que tomar as dores


O amor é mais que nos corações humanos amizadeÉ mais que a honestidade do sentimento
É mais que estar em ti como nunca esteve

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Faby_04/11/2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Solitários; só por algum tempo.



Eles vinham sempre sozinhos, quase não se ouvia falar deles.
Quase não se via, quase não apareciam.
Vinham de encontro à multidão.
Embrenhavam-se por entre os demais
Todos unidos, do mesmo lado, uma mesma força.
Faziam parte de um mesmo grupo
E essa multidão obedecia a um só comando
E eles lá iam juntos, solitários em meio a tantos iguais.
Não importava a diferença, destacavam-se.
É só olhar entre eles com pouco mais cuidado e lá os avistavam
Estavam sempre lá, juntos aos demais.
Cada um no seu espaço
Às vezes ao sabor do vento, sem muita ordem.
Depois de um tempo, outros solitários dentre a multidão de iguais.
Um aqui, outro acolá.
Agora são mais, outros solitários.
Eles nunca se cruzam
Parece saber o território de cada um
Para que tomem conta de cada parte, de cada espaço.
Sempre solitários, pacíficos, mas se destacam.
Fazem a diferença, os vemos de longe.
Não sei quantos são na retaguarda,
Lugar de pouca visibilidade,
Misturam-se dentre os demais, lá eles conseguem.
Em viagem para o campo,
Em férias da grande batalha,
Em averiguação aos demais,
Surpreendi-me, tamanho susto que levei.
Encontrei, pela primeira vez.
Dois solitários que se cruzavam,
Estavam lá, lado a lado.
Para minha tristeza.
Inconsolável, não os perdoei.
Agora juntos, isso é demais para mim.
Arranquei-os, com alguma dificuldade, sem muita habilidade.
Mas arranquei-os sem piedade de onde estavam.
Apertei os olhos, olhei-os contra a luz.
Eram eles!!
Agora em par.
Inconfundíveis cabelos brancos.

Faby_15.09.09