Levando em consideração a vida rica que nos cabe viver, não importa a quantidade de léguas que viajou, não importa mesmo, vale até para quem nunca saiu de sua cidade, mas sim, para quem viveu. De uma forma ou de outra conheceu mais da vida, mais do mundo que veio ao seu encontro.
Somos feitos dessa experiência e vamos nos construindo, moldando e definindo nossas novas formas para estarmos da maneira que achamos mais adequada como um ser-humano-no-mundo.
E a exatidão dos detalhes dos quais nos (re)construímos faz-nos viver com nossos prazeres descobertos dessa vida rica.
Porém a maioria esquece que de tantos detalhes da vida rica que nos constroem, esquecemos de construir portões em nossos quintais.
Vejo tantas pessoas que cresceram e floresceram, mas que, em suas novas verdades e estilos de vida definidos, em sua nova vida adulta, esquecem de que recebemos para doar experiências, para compartilhar...
Não em uma forma de entrevista ou lições de alguém mais vivido, mas pela delícia da vida rica que tem um único propósito: navegar por outros mundos!
Ficam tão maravilhados com o teu novo mundo de fadas, que esquecem suas raízes, seu passado e cessam as possibilidades de manter como soma, pois somos feitos de um passado crescente e um futuro que encurta a cada segundo.
Fazer do presente uma bolha de "boas maneiras da vida enriquecida das experiências trocadas com as pessoas e com o mundo", faz crescente um passado de bolha e deixa para trás o passado cheio de vida e simplicidade que o fez chegar até aqui.
Até para receber os tesouros do universo é preciso sabedoria, me encanta a pessoa que conhece das pessoas (de todas elas), que aprendeu novas culturas, novos e bons hábitos, conheceu história (de todos os tipos), que estudou muito e se especializou em algum assunto, que aprendeu e adquiriu bom gosto e que toda a imensidão percorrida lhe mantém com os pés colados ao chão e à sua história e diante de tudo isso, tornando-se um exímio navegador do universo.
Me encanta quem sabe navegar (não estar só por alguns instantes no mundo em que pertenceu e com pessoas que ficaram), mas sim estar por inteiro em essência em sua nova vida peneirada pelos sabores das experiências.
Me encanta quem usa a flexibilidade, a tolerância, a empatia exigidas pela vida no passado na nova vida do presente, tão rica e tão suprema, sem bolha, com grandes portões abertos em seu novo quintal florido.
Tornar-se acessível às pessoas de ontem e de hoje e desfrutá-las como a vida permite com essência.
Fabi_Fev2016













