domingo, 10 de abril de 2016

Do que não é raso.





Eu não tenho uma letra sequer
Para combinar com algumas outras enfim 
E formar as palavras que preciso
Para traduzir o oceano que há em mim

Trasbordo

Fecho os olhos e apenas sinto
Meus pensamentos viajam na velocidade da luz
Mal consigo acompanhá-los
Solto meu corpo e deixo-o para ver o que me conduz

Transbordo

Questiono o Universo: Porque tanta crueldade?
Faz de mim azes, rimas e versos
Rouba-me as respostas que necessito
E faz de meu horizonte um tanto transverso

Transbordo

Minha alma segue amordaçada e impotente
Diante de tamanha coragem em abrir mão da felicidade
Silencio os gritos de bem querer dentro de mim
E assisto os sentimentos se desfazendo em saudade

Transbordo em mim.
Fabi 10.abr.2016

terça-feira, 29 de março de 2016

Ela e "ela"




Ela, é a flor da noite
Enquanto "ela", cultiva o jardim
Ela passa e não percebe
O quanto "ela" rega, enfim

Ela, permanece ausente
Enquanto "ela", lhe busca em seus pensamentos
Ela passa e não percebe
A magia preparada para aquele momento

Ela, menina-moça, se posiciona nas muralhas imponentes de seu castelo
Enquanto "ela", se abre para viver sem barreiras, o melhor da vida
Ela passa e não percebe
Que o melhor da volta, é a boa cia da ida

Ela, guarda seu tesouro e se distancia do "viver de fato"
Enquanto "ela", demonstra que pode cuidar do que é mais valioso
Ela passa e não percebe
Que só tem valor, quando ao ourives certo seu tesouro é exposto

Ela, usa da sinceridade não muito sincera para viver as "coisas do coração"
Enquanto "ela" busca lê-la, alma, corpo e coração, por completa
Mas Ela passa e não percebe
Que a felicidade bate à porta dela

Ela, cheia de teorias em busca da fórmula da felicidade
Enquanto "ela", mistura deliciosamente experiência e sentimentos
E de novo, Ela passa e não percebe
Quão bom deixar-se saborear pelos beijos e acalentos

Ela, diz que busca esse ou aquele coração
Enquanto "ela", prefere observar cuidadosamente os corações que cruzam seu caminho
Ela passa e não percebe
Que ao seu lado está um desses corações transbordando de carinho

E Ela, de passar a vida de olhos fechados para mentalizar seus ideais
Enquanto "ela", para as coisas da vida, de olhos bem abertos e atentos
E novamente Ela passa e não percebe
Que a verdadeira felicidade é vivida na entrega e cultivada em um ímpar momento
E que, Ela, por qualquer motivo que seja, tem deixado passar a vida pelos olhos de seu coração frágil e desatento.

Fabi 29.mar.2016

sábado, 28 de novembro de 2015

SEM MAIS



Eu supero medo da chuva
Do céu que não muda
Da distância que assombra
De não ter "o certo" teu

Supero a altura que invade
Os comentários covardes
O dedo em riste
Alegre ou triste

Supero o futuro incerto
Do que eu não toco e não pego
Do vazio no peito
Dos olhos que não são mais meus

Supero os sonhos não vindos
Talvez nunca vividos
Desejados e sentidos
Nunca lidos, tão pouco tidos

Supero enfrentar junto
Das dores do mundo
Do outro e seu mundo
Mesmo abrindo mão do meu

Mas não tem jeito
Não supero os detalhes
Daqueles que ferem
Aos cacos bandidos
De minha alma que expele
Em retalhos e sem rimas
De um futuro mudado
Por um presente tão inesperado

Que transforma
Que transborda
Que não forma
Que não nasce mais

Do colorido que se vai
Da terra que fica
Sem as flores
Sem sabores
Sem amores

Sem mais.

Fabi 28.11.2015

terça-feira, 8 de julho de 2014

Bem te quero


Estive cá a pensar sobre os bons ventos,
Daqueles que dançamos sem perceber,
Horas a fio passam e repassam em meu pensamento,
Impossível não lembrar de nosso pertencer!

Um grande feito se aproxima,
Cheio de alegria, flores e sinas,
Com os nossos amigos, celebraremos a vida,
Impossível não lembrar de sua companhia!

Tão logo o sonho desperte,
E gigantesco em sua forma fique,
Quero tê-la por perto,
E as mais lindas boas lembranças, que nos trisquem!

Fabi_Jul/14

La Poesia



Carinhosamente lhe escrevo celebrando algo ímpar: a sensibilidade!
Entre encontros e desencontros dançamos ao vento da vida,
E cá estamos, hoje, nesta singela escrita,
O Universo nos brindando com as possibilidades!

Os quadros possuem a particularidade de nosso contato,
No mesmo local, do mesmo ângulo fomos tocadas,
E a vista? A mesma! Sem sequer termos combinado,
Em tempos diferentes neste país e nossas estadas.

Assim como o nome do comercio da fotografia,
É a nossa vida, repleta de rimas e entoadas,
Muitas vezes não fonêmicamente estruturadas,
Mas felizmente espiritualmente encaixadas!


Fabi_Jan/14

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Do que a gente não vê, não pega, não descreve.

Mouro´s Castle
Vida essa que me embala em seus ventos
Calorosa, perfumada, me enriquece
Me leva para dançar mesmo que eu não saiba a música,
Deixa-me mais e mais presentes a cada próximo, tão perto momento,
Brinda aos seus encantos minhas descobertas maravilhosas,
Me abraça aos tropeços e me rodopia para entrar em um novo compasso.
E vejo, a cada momento uma linda cena,
Meu olhar apura mais e mais a sensibilidade de me encontrar em meus momentos, nos seus momentos,
Com direito a trilha sonora, perfume e encantos,
Registro com meus sorrisos sua magia de alma que me leva onde eu nunca pisei.
Realizo mais e mais, me encanto mais e mais.
Encontrei nos ventos da vida, minha corrente de ar quente, faz-me planar horas a fio admirando cada detalhe de um ângulo jamais imaginado.
As palavras tornam-se inúteis, pequeninas, pobres.
É intransferível! Impossível! In...in....in..in,
Palavras enferrujadas das impressões para leitura aqui neste espaço tão eu e tão seu que me passa os olhos tentando me  ler, estas mesmas palavras inúteis assistem a explosão de sentimentos e experiências das infinitas conexões de pensamentos e fluídos de alma, sentidos em cada poro dessa máquina sujeita à mortalidade.
Sentimento dúbio.
Nos torna solitários preenchidos do mundo inteiro e mais tudo o que ainda não veio.
A felicidade depois de encontrada é insolúvel, é uma praga, pega, cola, gruda e não sai mais, só aumenta.
Imensa!

Fabi 23.02.2014_00:36h


sexta-feira, 5 de julho de 2013

Delícia de vida!




Hoje, um anjo me ensinou mais umas coisinhas sobre a vida, sobre eu mesma! Obrigada pela conversa em que eu era a conselheira e fui a quem mais aprendeu!

quinta-feira, 4 de julho de 2013

Além do meu EU


É assim que me sinto agora!
Uma música a me embalar em meus fones novos
Montando um roteiro de Paris, não resisto (Early in the mornig - Cyndi Lauper)
Me divido entre fechar os olhos e balançar troco e cabeça
Me escapam muitos sorrisos!

Retomo a pesquisa do roteiro,
Logo me imagino alí andando por meus traçados no G. Maps,
YES, agora sou aquele homenzinho amarelo! rá!
(Agora vai)
Me transporto para o mapa e estou lá:
Com meus novos fones, a música como uma casa noturna bombando em meus ouvidos

Um novo cenário e um velho filme na memória
(a música continua a me embalar)
Planejo um passeio perfeito com meu amor
Com todo o charme e cortejo que merecemos

Ensaio o caminho,
Passo por lá antes como em um aviso de que vamos chegar!

E de repente as pessoas do mundo somem
Ficamos apenas nós
A música macia agora é nossa trilha sonora
Alguém aumenta o som
Fecho os olhos embalo a cabeça, a música invade (Just your Fool - Cyndi Lauper)

Meu coração explode
Não existe mais ninguém além de nós
Te tiro para dançar
O mundo não me importa mais
Estamos eu e você no palco da vida

Deixo para trás velhos conceitos, velhas roupas
Desamarro correntes da sociedade
Faço do amor Divino minha verdade
Transbordo de coragem para ser feliz!

Danço com a vida
Tiro meu amor para dançar
Alí, despida do que nos torna prisioneiros
Sob olhares julgadores por tamanha felicidade de vida!
Perdoo todos, meu passado, a mim.

Danço,
Sinto, enfim, a plenitude!

Faço planos para voltar
Para conhecer os castelos,
Os vinhos e os segredos
Para voltar acompanhada
De minhas sementes e minha nova árvore

Fecho os olhos
Sorrisos escapam aos montes
Danço com a cabeça
(Time after time - Cyndi Lauper)
Fabi 04.07.13

segunda-feira, 20 de maio de 2013

E que seja assim!



Dos mimos e preguiças que me esbaldo em você
Da paz incendiada em meu peito
Dos olhos que brilham embalados pela admiração

E que seja assim!

Às noites de sono dos Deuses de almas entrelaçadas
Do toque que traduz a imensidão do carinho e cuidado
Do aninhar-se  em seu calor em silêncio

E que seja assim

Que continuemos a exalar flores
Que os olhos no horizonte permaneçam construindo o nosso melhor
De duas em duas!

E que seja assim!

Fabi 21.05.2013

sábado, 13 de abril de 2013

Escolhas




Tenho saudade de passar horas perdida na livraria descobrindo novos cds e novos filmes e lá se iam 3 a 4 maravilhosas horas e uma sacola com uma novidade para casa.

Saudade de passar horas na internet caçando novos cantores tão talentosos quanto os comerciais e presenteava meu amor e meus amigos com tão graciosa voz.

Saudade de passar outras tantas horas assoprando minha gaita, brincando de melodias, tirando uma música aqui e outra acolá....

Saudade de sair correndo e sentar em meu cajon assim que aquela música gostosa começasse a tocar na rádio e a gente em uma parceria que dava certo.

Saudade de me inspirar, nos detalhes inesperados da vida e lembrar dessa inspiração quando chegasse em casa, para criar mais e mais textos para meu blog e quem sabe para outros 1º lugares em outros concursos de poesias.

Saudades de criar meus convites para receber e compartilhar com meus tão especiais amigos no meu templo, noites afora, regadas de vinho e textos transbordados de sensibilidade, acalorados por nossas almas tão dispostas.

Saudades de continuar a assistir a série de Dr. House, deliciosamente desembaladas a cada temporada que avanço.

Saudades de assistir os novos vídeos dos vlogs do PC Siqueira e Sangerine que eu tanto me divirto!

Saudades de jogar meu lindo presente PS3, arrasando com minha guitarra no Rock and Roll.

Saudades de fazer minhas fotos, reinventando e redescobrindo olhares.

Saudades de passar horas em cima de meu patins, evoluindo nas rampas, nas manobras e me despedir do tecido adiposo.

Saudades de dormir mais que 4 horas todas as noites.

Saudades de poder cozinhar e ter tempo de abastecer minha geladeira com comida decente.

Saudades de tirar um dia inteirinho do final de semana para redescobrir São Paulo e voltar para casa com dor nos pés de tanto andar nos passeios e exposições.

Saudades de poder fuçar shows e prestigiá-los todos.

Saudades da frequência de assistir peças de teatro...de todos os tipos.

Saudades de levar minha sobrinha a parques, contação de histórias e teatros.

Saudades de descobrir restaurantes pitorescos e novas culinárias.

Saudades de passar um dia inteirinho tocando cajon e cantando com o povo.

Saudades de planejar viagens a lugares não turísticos e muito bem indicados.

Saudades das aulas de bateria e capoeira.

Saudades de ter todas as pastas de meu note organizadas.

Saudades de almoçar todos os dias da semana.

Saudades de ler livros de temas que eu bem entender.

Saudades de lembrar de meus sonhos assim que acordar.

Saudades de acordar sem despertador aos finais de semana

Saudades de fazer valer minha assinatura da revista Aventuras na História e lê-las todas.

Saudades de continuar minha coleção do Calvin e Haroldo.

Saudades de poder cultivar minha horta.

Saudades que tem horas contadas para acabar!

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Presente mais que presente tem tempo próprio




Voltando para casa, em uma trilha sonora infinita que invade meus ouvidos e minh´alma
Torna tudo ao meu redor como em um filme com suas melhores fotografias
Eu, alí, presenteada por todo carinho em que a vida me acolhe
Ventos dançantes a me embalar
Lembranças de meu presente em um presente indicativo que invade, que indica, que não muda o tempo, que me permanece com a paz que eu mereço!
Transbordo!
Fabi 07fev2013

domingo, 2 de dezembro de 2012

"(...) só molhe esse povo de alegria (...)"



Quando a gente volta a viver, sentindo na pele a liberdade que o vento e o horizonte oferecem como possibilidade, tudo se colori diferente.

O vento que acarinha o rosto, faz meus cabelos dançarem como acontecia...

É impossível não colar um sorriso no rosto que não se desfaz ao erupcionar da corrente sanguínea que percorre todo o corpo agora em alta velocidade anunciando a vida a ocorrer lá fora! O coração por sua vez, vendo tudo isso, dá um grande suspiro e volta ao seu trabalho com muito mais vontade e o gosto da vida que o faz trabalhar agora com mais ritmo

Convidando o corpo à vida.

A alma rapidamente responde e se preenche colando ainda mais o sorriso que não se desfaz.

A mente por sua vez, vendo tudo aquilo trata de remexer gaiolas importantes, e abre, uma por uma, pois é só em espaços assim que os passarinhos podem revoar com toda vontade que tem e batem asas para a vida.

E esse mundo que sou eu, em harmonia, regozija-se e transborda a felicidade que não se contém e tudo aquilo que era.... vejo que ainda é!

E no fim, vem a chuva, de um jeito único, morna, que completa a fotografia e a alegria de sentir o suor misturado com os pingos que escorrem pelo corpo com um perfume único que exala do asfalto e me brinda com mais uma alegria e recebo o que unge, abençoa e se despede, me deixa em casa me presenteando com a medida certa de tudo aquilo me lembra que eu jamais devo deixar de viver!


*Até voltei a escrever!
**Andando de patins no parque e chuva no final do rolê**

Fabi 02/12/2012

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Carta


Ah como eu queria escrever do mundo!

Escrever os sentimentos.

Escrever os pensamentos.

Escrever tudo o que não foi dito,

Tudo o que não foi vivido, pintado, acalorado.

Escrever e deixar registrado

nos nossos corações que precisam de respostas e palavras

E de ouvidos.... e de olhos.... e de espiritualidade...
 
Fabi 06.07.2012

terça-feira, 12 de junho de 2012



....e sempre que ouço sua risada gostosa que transborda minha alma de encatamentos, me permito mais uma vez e agradeço...

Fabi 11.06.2012

sábado, 12 de maio de 2012

Borboletas no estômago


Adoro olhar por todas as partes e ver as borboletas todas pousadas quietinhas e aí vou adentrando devagar e é lindo vê-las a revoar!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Veemente



Que as flores da primavera me presenteiem com as mais lindas cores


Que os laços de amizade alimentem minha crença nas pessoas

Que o amor continue movendo nossa fé

Que o conforto do lar se estabeleça em minha mais nova família

Que a chuva incentive as bênçãos do céu a nós

Que o canto embale os corações

Que os olhares toquem as almas

Que o sol aqueça num abraço onde há espaço

Que o toque afague o espírito

Que as palavras sejam doces aos ouvidos

Que a luz reflita a lealdade dos homens

Que o vento sopre os bons presságios na Terra

Que o silêncio nos seja exato

Que o nascimento contemple tudo o que é bom

Que a música conduza suavemente a valsa da vida

Que os sorrisos sejam sempre compartilhados

Que as realizações sejam sempre a nova etapa dos sonhos

Que o amor exale para todo o universo

Que a sabedoria nos abra os olhos

Fabi 12.02.2012

sábado, 3 de dezembro de 2011

Quanto mais tenho a falar



Quanto mais tenho a falar, mais ouço
Tento entender o que me intriga
E quando começo fazê-lo
Vem uma nova versão de todas as respostas.

Uma nova edição do que se explica
Uma nova versão do que se vê
Vivo um novo dia do que já velho
Enche meu coração e pensamentos

É a vida me provocando?
Caçoando de mim sarcasticamente?
Só para me confundir, para me ver assim,
Para me colocar a prova?

Meus pensamentos viraram sonhos
Meus sonhos voam, uns ficam
Outros passam por mim
Continuam por sobrevoar, encantados com o meu jardim
Nem sei se voltam, nem sei se posso deixá-los ir...

As letras me fogem ao papel de tantas que são
As letras transbordam,
Saem pelas orelhas, pelos olhares
Não consigo juntá-las. Me calo, então.
Quero dar um pulinho na lua pra ver se passa.
Quero músicas para traduzir um pouco disso tudo
Quero muito.
Fecho os olhos e desligo o mundo.



Faby 08.08.2010

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Hoje eu procurei


Hoje procurei um texto pois minhas palavras foram afogadas pelo tamanho sentimento.


Hoje procurei outras mãos, mãos cujos os donos um dia desenharam letras que pudessem descrever o que transborda em minha alma.

Hoje procurei outras interpretações, que permitam tentar descrever a chama em mim.

Hoje procurei outras páginas que pudessem falar por mim.

Hoje procurei outras digitações, que pudessem transcrever o que sinto.

Hoje procurei em outros ouvidos a sensibilidade inexplicável concedida a mim.

Hoje procurei meus sentidos em outros sentidos em outras direções.

Hoje procurei-me fora de mim.

Hoje procurei outras marcas e suas explicações só para que de repente pudessem falar das minhas.

Hoje procurei minhas querências.

Hoje procurei cuidar de mim.

Hoje procurei no céu alguma nuvem que me desenhasse.

Hoje procurei o vento para quem sabe levasse o que não se escreve.

Hoje procurei as letras, mas elas não cabiam em mim.
Fabi 23.jun.2011

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Era uma vez,



Uma garotinha que cresceu em uma família linda, aprendeu sobre os valores da vida, foi para escola, aprendeu sobre o conhecimento, cresceu, aprendeu o trabalho justo, conheceu muitos sentimentos, aprendeu a diferença entre colegas e amigos, entre paqueras e paixões, conheceu o amor.

Cresceu ouvindo falar do amor, todos os dias quando pensava sobre isso, despertava uma faísca de desejo por viver esses sentimentos que para ela era quase praticamente uma utopia. Mas Deus sempre esteve de olho nessa garotinha e percebeu que ela estava se preparando para seu presente maior!

Até que um dia, Deus acompanhou tudo o que ela passou, pensou, viveu e QUIS, vendo que a hora tinha chegado, lhe enviou seu valioso presente e armou tudo para que o caminho a levasse a realizações de seus desejos.

A fez sentir um monte de coisas mravilhosas, era o amor, ahhhh o amor, que aqueceu e fez pulsar seu coração como nunca antes e ela descobriu que é possível viver todas as coisas gostosas, coisas que nos fazem tão bem ao lado de alguém!

Deus muito contente em ver tudo aquilo acontecendo com o presente que ele enviou a ela, sentou em sua poltrona celestial, numa tarde do infinito para acompanhar a grande história tomando o seu chocolate quente divino!

A menina ficou imensamente feliz, seus olhos brilharam, seu rosto como nunca tinha visto antes, seu sorriso era lindo, sua vida coloriu diferente. Ela pegou o presente, embrulhou de novo e guardou.

(Num susto, inclinando seu corpo a frente, segurou nos braços da poltrona celestial boquiaberto olhando atentamente aquela garotinha)

Deus não entendeu nada!




Faby 26mai2011

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Conversa de msn, ô saudade!

"Daniele diz:
saudades da infância...quando não tinha responsabilidades.....quando minha bicicleta não ficava parada e meus sonhos eram mais reais..."

Como diz Marcelo D2:
"...Saudade do que eu vivi, saudade do que eu nem vi..."

"...A saudade não tem pena,
Não tem dó nem compaixão,
Não perdoa só condena,
A saudade é uma prisão.
A saudade é uma praga
Que o rosto não disfarça.
Passam dores, passam mágoas,
Mas a saudade não passa..."

Por isso como na frase do msn dela diz eu canto para todos:
" Se alguém perguntar por mim, diz que fui por aí, levando o violão debaixo do braço; em qualquer esquina eu paro, em qualquer botequim eu entro e se houver motivos, é mais um samba que eu faço. Se quiseres saber se volto. Diga que sim! Mas só depois que a saudade se afastar de mim..."

Faby 08.09.2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mana Velha, mano velho

A gente quer se fazer de forte e tals.... mas é tão difícil o momento que sentimos toda essa distância....

É como se uma parte nossa se vai, apesar da alegria por novas vivências e o quanto te fará bem...
Isso me custa esse pesar que não tem fim.

Tranco esse meu "eu" no quarto para que chore sozinho, baixinho, desabafe sem que ninguém veja.

E me refaço
Dói tanto...
Faby 17.08.2010

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Sarau IV - Celebração



Meus Amigos,

Eis que está para acontecer
O "Sarau do Início"
Ao contrário que pensas
Sem capa ou pencas
Apenas do que é novo
E o velho se faz princípio
-o-

Estes dois se misturam
Num gosto sem igual
Nos balança, entristece e alegra
Viveremos mais desta prosa
Em nosso encontro no Sarau.
Faby 18.06.2010

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Põe pra fora!


Uma vez uma amiga me disse:

"- Você está com essa dor (de cabeça) porque tem um monte de coisa aí que você não quer falar."

Ok, aqui vai:

Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá. Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Blá blá.
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Bblá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
Blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.

Faby mai.2010

segunda-feira, 29 de março de 2010

Uma palavra por vez



Essa pode ser a primeira
O que para mim é
Tudo pode ser nos dias que virão
Cada macaco no seu galho
Nos cabe a busca nos convém o encontro
Longe do que é meu
Tão só e tão junto
Bicoito! Não bolacha.
Se a conversa fizesse sentido não haveria o agora
As bolhas da minha sombra transparente que não vê
Transborda e derrama sem demora
Dançar
Um balde de entrega, algumas gotas de razão
Do que me identifico e passa por mim
É doce e duro, porque agora?
Não agüento mais caralho
Alegria, alegria...eis que tudo é luz e cor
O vento e tudo o mais
O tempo, uma lágrima e uma mágica
Passo.
Te fazer sorrir uma vida inteira!
De um silencioso duelo de gigantes
Limpo, puro e tão leve como o vento
A Kika cuida de todos
Daqui se vê desenhos em nuvens
Infinitos pulsos de inúmeros sentimentos
De repente tudo é paz.
Começa aqui.
E viva as possibilidades!!!

28.03.2010
Perf – 23:37

De lá pra cá



... E passou tanto tempo
Tanta coisa mudou
Hoje, um presente de um futuro que não conhecíamos
Não lembro se acertamos algo que chutamos
Com quantos dias se faz um futuro?
Nostalgia me obriga a relembrar
Nesses anos me encontrei e perdi a conta de quantas vezes me perdi
(Será que ainda estou perdida?)
Hoje eu tenho essas doenças do futuro
Tenho comigo que a palavras “stress”, deveria ter muito mais letras para funcionar como sigla para todas as doenças que ela causa.
A gente tem dessas coisas só para poder se identificar em alguma letra... Essas coisas de “um não sei o que” velado.
Confesso que todas essas coisas de futuro tem exercitado minha fé, seja a cada novo exame traduzido pelo médico, seja nesse futuro que insisto em me encontrar ou me perder, depende...

Vejo que ganho muitos dias... Um futuro mais longo.
Reflito...
Faby 10.03.2010

sábado, 26 de dezembro de 2009

Conto continuado




E para celebrar a vida
Como a muito tem sido contado
Continuo esse poema
A quem de direito foi dado

Para contar esse outro Conto o Continuado
É preciso se lembrar de outros tantos terminados
Por isso Ed, não poderia ser diferente
Não falar da gente!

Aproveito essa prosa
De tantos novos amigos e trova
Para falar de outro tesouro
Mais rico do que ouro

Pra você minha amiga
Falo esses versos simples, mas sinceros
Sei que já sabe de tudo o que agradeço
Mas te homenagear assim não tem preço

Trago no peito e em breve... na lembrança
De tudo o que vivemos há pouco... não quando criança!
Risos, lágrimas, bagunças, experiências trocadas
...Eu até consegui te ver chapada!!

Sei que sem querer, temos quase uma década de amizade
Não quero nem ver o tamanho dessa saudade
E se hoje podemos ir por outros caminhos que nos conte
É porque aprendemos a dar as mãos de longe

Nesta data de comemorações
Onde o trem da vida maneja suas composições
Comemoramos tudo o que deixamos e tornamos
De cada pedacinho preenchido em nossos corações

Você minha amiga
Que se fez tão especial
Tornou-se minha família
Um bem querer incondicional

Fizemos música, sonhamos com a fama
Nomeamos o sofá verde, falamos de quem se ama
Muitos amigos, de jantares a Sarau
Aprendi até forró pra mulherada pagar pau!

E dos tesouros da vida
Esse aqui vale a pena
Que me permitiu nessas idas
Uma vivência nada pequena

Amigo que é amigo
Não se escolhe, se reconhece
Sei que de muitos
Tento ser quem te merece!



Faby 11.12.09

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

BCC




Pedi que ele segurasse mais um pouco.

Segurasse sem deixar arrebentar a linha.

Que segurasse pelo rabo para não escapar.

Não deu certo.... ela chegou.

Chegou de mansinho, mas chegou.

Todos eles vieram a nós,

Mas nem sempre gosto assim, todos juntos não dou conta!

Pega a todos: quem se esconde, quem não liga, quem não tem, até quem está dentro daqueles que correm, porque uma hora tem que sair!

Correm cheio de nós.

É! Eu, você, todos nós.

Corre sempre para voltar.

Não corre em círculos, mas corre para voltar.

Sempre volta, todos os dias volta.

Vaaai e volta.

Sempre vai e vive voltando.

É... não deu jeito.

Tivemos que sair e continuou a ir para depois voltar.

Sem muito tempo para apresentações, eles estavam todos lá, aos montes, sem perdoar.

Claro! Não me esqueço, eles vieram devagar!

Busão Com Chuva

Faby e Ed 16.12.2009

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

1º Lugar Adulto no 25º Concurso de Poesia de Mogi Guaçu

Do que é feito?

Sou feita das músicas que ouço
Dos lugares que conheço
Dos sonhos que tenho
Do cabelo que eu mexo.

Sou feita do calor do sol
Do perfume das flores
Do ritmo do vento
Dos amores e seus sabores.

Sou feita dos pingos da chuva
Dos sorrisos que ganho
Do horizonte que vejo
Do amor sem tamanho.

Sou feita dos doces que como
Dos telefonemas que recebo
Dos sonhos desfeitos
Das letras que eu escrevo.

Sou feita da brisa do mar
De o doce levar
Da menina que vem
De quem eu encontrar.

Sou feita da luz da manhã
Dos meus pensamentos
Do hoje e do ontem
Do mar e seus tormentos.

Sou feita das linhas mal ditas
Das mulheres benditas
Profundos desejos
De amores bem-vindos.

Sou feita das águas de junho
Do coro e do canto
Da alma que encanto
Quando eu não sou mais eu.

Sou feita da brincadeira tão séria
Quanto à vontade que esmera
Da boca que almeja
Meus lábios nos seus.

Sou feita dos amores que eu não tive
De tudo o que ouvistes
Dos abraços imensos
De um colo de Adeus.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Ahhhh Camões...

Um dia me perguntaram o que é o amor.
Pasmem!

Em minha mente veio uma imensidão de coisas e um vazio

de palavras, depois, uma pergunta:

-- Como alguém se atreve a perguntar o que é o amor?


Amor é mais que o fogo que arde sem se verÉ mais que dizer eu te amo
É mais do que ter medo e enfrentá-lo

O amor é mais que ferida que dói e não se senteÉ mais do que sonhar junto
É mais do encher a boca de fidelidade


O amor é mais que um contentamento descontente
É mais que na saúde e na doença
É mais que uma aliança no dedo


O amor é mais que dor que desatina sem doer
É mais que explodir de desjos
É mais que longas cartas de "amor"


O amor é mais que um não querer mais que bem quererÉ mais que viagens em feriados
É mais que lua de mel


O amor é mais que um andar solitário entre a gente
É mais que gritar ao mundo o que sente
É mais que andar de mãos dadas ao léu


O amor é mais que nunca contentar-se de contente
É mais que completar ano de união
É mais que flores no aniversário


O amor é mais que um cuidar que ganha em se perder
É mais que jantares a luz de velas
É mais que declarações


O amor é mais que querer estar preso por vontade
É mais que olhar as nuvens para descobrir sua forma
É mais que o toque da pele


O amor é mais que servir a quem vence, o vencedor
É mais que ser platônico a vida toda
É mais que lutar quando não há mais forças por alguém


O amor é mais que ter com quem nos mata, lealdade
É mais que a cumplicidade do olhar
É mais que a sintonia de um pensamento


O amor é mais que como causar pode seu favorÉ mais que comprar uma briga
É mais que tomar as dores


O amor é mais que nos corações humanos amizadeÉ mais que a honestidade do sentimento
É mais que estar em ti como nunca esteve

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Faby_04/11/2009

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Solitários; só por algum tempo.



Eles vinham sempre sozinhos, quase não se ouvia falar deles.
Quase não se via, quase não apareciam.
Vinham de encontro à multidão.
Embrenhavam-se por entre os demais
Todos unidos, do mesmo lado, uma mesma força.
Faziam parte de um mesmo grupo
E essa multidão obedecia a um só comando
E eles lá iam juntos, solitários em meio a tantos iguais.
Não importava a diferença, destacavam-se.
É só olhar entre eles com pouco mais cuidado e lá os avistavam
Estavam sempre lá, juntos aos demais.
Cada um no seu espaço
Às vezes ao sabor do vento, sem muita ordem.
Depois de um tempo, outros solitários dentre a multidão de iguais.
Um aqui, outro acolá.
Agora são mais, outros solitários.
Eles nunca se cruzam
Parece saber o território de cada um
Para que tomem conta de cada parte, de cada espaço.
Sempre solitários, pacíficos, mas se destacam.
Fazem a diferença, os vemos de longe.
Não sei quantos são na retaguarda,
Lugar de pouca visibilidade,
Misturam-se dentre os demais, lá eles conseguem.
Em viagem para o campo,
Em férias da grande batalha,
Em averiguação aos demais,
Surpreendi-me, tamanho susto que levei.
Encontrei, pela primeira vez.
Dois solitários que se cruzavam,
Estavam lá, lado a lado.
Para minha tristeza.
Inconsolável, não os perdoei.
Agora juntos, isso é demais para mim.
Arranquei-os, com alguma dificuldade, sem muita habilidade.
Mas arranquei-os sem piedade de onde estavam.
Apertei os olhos, olhei-os contra a luz.
Eram eles!!
Agora em par.
Inconfundíveis cabelos brancos.

Faby_15.09.09

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Das Margaridas Amarelas


Saudades do céu azul
Onde finda o horizonte
Sempre lembro de você
Das margaridas amarelas

O sentimento adormecido
Nova vida que ensaia
Ensaia, ensaia, ensaia
Das margaridas amarelas

Olhos da pele
Não me lê
Não me sente
Não me vê
As margaridas amarelas

Os barcos que levo na areia
Num mar de pensamentos
Abertas as janelas da alma
Das margaridas amarelas

A brasa de dentro do peito
Não dá forma ao que
Quanto mais aperta
Mais difícil arrancar
Das margaridas amarelas

O que não é conforme
Disforme está?
Das margaridas amarelas

Faby 04.09.2009



terça-feira, 11 de agosto de 2009

Desejo


Te amar mais que ontem e menos que amanhã
Para sempre ser o seu amigo
Dormir em nossos abraços mesmo nos dias de briga
Desejo
Que tenhamos muitos outros 1 mês para comemorar
Que as decisões venham
Que voltemos acreditar no amor
Desejo
Que nossos caminhos sejam os mesmos
Que nossos livros tenham nossa história
Que nossa sabedoria se multiplique
Desejo
Outros tantos "Ouça-me"
Outros tantos nossos beijos
Outras tantas lindas descobertas
Desejo
Você a cada dia
Te ver e te ter
Desejo
Você em meus braços
Seus sorrisos para mim
Seu corpo em minha mão
Desejo
Nossas almas tão brandas
Os encantos em bandos
O meu coração no teu
Desejo
Dias inteiros
Viagens inesquecíveis
História que não finda
Desejo
Nossas conversas inacabáveis
Nossos e-mails que melhoram o dia
Os amigos que torcem
Dos sonhos que sonhamos
Desejo.
Faby 11.08.09

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sobre



Esse texto é sobre você
Nada de campos floridos,
Nada de arco-íris, chuva e cartas de amor
Nada de textos bonitos
Deixados debaixo do cobertor

Esse texto é sobre você amor
Nada de era uma vez, sinos e filmes
Nada de buquês ou bilhetinhos
Nada de pensamentos, e-mails ou um alô

Esse texto é sobre você amor
Nada de barcos, lágrimas e sonhos
Nada de poesias, serenatas ou declarações
Nada de lua, estrela ou flor

Esse texto é sobre você amor
Nada de filmes românticos
Nada de lago, viagens nem músicas
Nada de coração de toda cor

Esse texto é sobre você amor
Nada de pensamentos, desejos e beijos
Nada de vontade, distância ou dor
Nada de nada difícil

Esse texto é sobre você amor
Nada de passado, medo e insegurança
Nada de incertezas ou ansiedade
Nada de abraços e laços

Esse texto é sobre você amor
Nada de choro nem vela
Nada de mar, vento e entardecer
Nada de desilusão ou falta de pudor

É, esse texto é sobre você: amor!


Faby 24_07_2009

DIMENSÕES



Desconsolado, ando pelo mundo
Procurando um sabor de sossego
Tentando identificar em um olhar
Minhas verdades, minhas ansiedades, meus apegos

Olhares perdidos se cruzam
Milhares
Essa inquietude que aperta a alma
Invade meu sono e explode em meu corpo

Quero voar aqui dentro e descobrir
O mundo que assusta os rotineiros e mornos
Que preferem o não dito, o silêncio

Descobrir a dura convivência com os porcos-espinhos
Hipócritas ao deleite de sua classe
Injustos na condenação da verdade melhor dita
Dos corações sinceros ainda cheios de defeitos

Os caminhos se dividem e entorpecem
As cobranças se afunilam em meu futuro
Ferem como abraços em cactos
Tomam-me por inteiro
Corpo, alma, mente e coração

Out/2007

segunda-feira, 6 de julho de 2009


E assim foi o amor de gelado que era, tão gostoso findou-se!
Faby_06.jul.2009

domingo, 5 de julho de 2009

Que Pariu



Parto de mala e cuia

Parto em mil pedaços o tempo que preciso

Parto para um abraço mais que esperado depois de um dia longo e cansativo


Parto meus sorrisos largos

Parto uma vida, faço-a nascer conjugo-a a meu tempo

Parto meu corpo da emoção e razão que teima em partir


Parto todos os adjetivos para os sujeitos à disposição

Parto a lua e tenho o sol

Parto a rua e tenho você!


Parto que dói não de partir, mas de parir

Parto porque multiplica (agora de partir)

Parti-lo-ei!


Parto porque me encanto

Parto para junto, para perto, para mim

Parto para chegar.


Parto que parir!
Faby_05.jul.2009

quarta-feira, 1 de julho de 2009

terça-feira, 30 de junho de 2009

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Ainda




Eu já estive onde se cura a alma
Eu já ensaiei isso antes
Os sinais
Tudo o mais

Eu já amei
Amei incondicionalmente
E tive medo
Medo
c o n d i c i o n a l m e n t e

Trouxe comigo
A entrega perfeita
o ser em mim e estar em ti
Tudo o que enfeita

Faby_24.06.2009

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Em mim





Sim,

Depois da comida japonesa
Andei por aquela avenida imensa
Linda
Iluminada
Como meus pensamentos

Um "friozinho" que combina com tudo
Minhas bochechas rosadas
Minha blusa preferida
E uma peça de teatro

Um chocolate quente
Um coração amigo
Um vazio
E muitos sorrisos

Faby_22.06.2009

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Do outro Blog


Conto-me

Me rasgo em verbos líquidos, esbanjo pensamentos que me fogem por entre os dedos
Explode em mim uma volúpia de palavras que um dia nunca me couberam
Em novos laços com o mundo, passo a conhecer as novas cores
Um arco-iris pintado de um outro jeito
Descobri na carne a compaixão Divina
Entendi no vazio de miha alma a quem pertence toda essa fúria
Fiz de um acordar rotineiro, uma nova janela
Me encontro em forças jamais exploradas em toda minha história
Uma inquietude aflora meus anseios
Sinto meus braços curtos, minhas pernas frágeis
Diante de tanta tarefa que me espera
Quero fazer diferença neste mundo tão igual para os que tem
Tão diferente para os que apenas estão
Rasgo este casulo de hipocrisia de uma verdade revogada
Com todas as letras e de um prazo tão findo
Mesmo com a alma arrebantada de um coração que ama sem ser amado
Construo-me de fé
E me refaço de novos conceitosNovo coração, nova vida.


Faby 11.11.2008

E a menina....



A menina faz o que sempre fez.

Está acostumada a levantar cedo, molhar as plantas, brincar com o cachorro e tomar seu copo de leite em sua caneca preferida.

Olha a chuva passar e sente cheiro escandaloso do almoço.

O tic-tac preenche os momentos de silêncio que ficam entre um pensamento e outro.

Porque olhando assim de longe, vejo que não sou mais eu quem escrevo.


Faby_03 Jun 2009

domingo, 31 de maio de 2009

sábado, 30 de maio de 2009

TE ABRAÇO


Te abraço
Entre idas e vindas
Quando você chega
Quando preciso te sentir em nossa distância.

Te abraço
Com meu pensamento
Faço você presente
Entre uma respiração e outra.

Te abraço
De coração
Que tanto espero
Dias que levam meses.

Te abraço
Em uma lembrança escondida
Em um sonho que almejo
No presente que nos é dado.

Te abraço
Quando conto os minutos
Quando durmo pensando
Quando volto para casa.

Te abraço
Nos nosso telefonemas
Em nossas vontades
No tempo que ainda não chegou.

Te abraço
Em meus braços
Em meu peito
Em meu beijo.

Te abraço
Assim,
De alma
De reencontro.

Te abraço
Te abraço
Te abraço!

Faby - junho_2009

segunda-feira, 25 de maio de 2009

SINTO QUE VEM!


Por perto está, sinto seu cheiro
Te sigo com os olhos
De sorriso em sorriso
Me rodeias e me desatina
Finge de pique esconde
Quando não te vejo, te sinto
Para que eu não te perca de longe
Se me testas, não sei
Sei que está
Me atento aos detalhes
Te sinto de novo
Sei o que não quero
Cuido de mim
Sinto que vem
Faby_18/mai/2009

terça-feira, 12 de maio de 2009

Me desfaço e fim


Espero o nevoeiro passar
Vejo o que fica para trás
Ilumino minha alma
Adiante verás

O que bonito lhe parece
no instante que anoitece
Vira lágrima em seu rosto
Do sonho que não lhe foi posto

Deixa o novo, o verso
o recado da caixinha de papel
Deixa as horas que ganhamos
Tudo meio assim ao léu

Faby_12/05/2009

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Bora Casá?

Bóra pro juiz
vâmu casá muié
vô falá co a sra sua mãe
-- nao, nao sei ainda suas intenções
minha intenção sua moça?
-- é
minha intenção é casá, tê fio, uma escada da penha di fio
é ti dá um canto
ti dá uma famía buniiita
vô pá fazenda cuidá dos gadu
pegá nosso dinherin e mostra o que Deus botô nessa terra qui é sagrada, o que ela tem di mais bunitu
-- e a pizzaria quem vai cuidar??
vô contratá uns povo competenti da cidadi
prooometu ti amá, respeitá, sê fier,
sê cumpanhêro inté ou eu ou ocê bate as bota
ti fazê feliz até onde as vista arcançá
i quando ocê tivé se sintindu frágir, ôcê segura na minha mão
e fico com ocê até esse trem ruim passá
e si tivé cansada quarqué dia...
eu prometo qui vô ti ampará inté qui ocê fica co sorriso de vorta na cara, esse que é tão dificer de vê
no mais, si ocê num si importá
e quisé deitá do meu lado naquela graaama verrrde e vê o pôr do sor comigo e junto contá os próximu sonho que nói vâmu realizá, vô amá!
Faby_11.05.2009

sábado, 9 de maio de 2009

Trululú (som da janela do msn)

Faby diz:
Calça 36
Tem 1,59
Dentinhos briguentos (divorciados)
É calma
De sensibilidade notável
Cabelos encaracolados
Ama dirigir
Fuma (humpf)
Já amou
Já casou
Já viajou comigo
Não mora em minha lembranças
Moro em suas lembranças
Busca seu espaço
Está de volta ao aconchego
Não tem mtos amigos
Gosta de forró
É morcega
Cuida de pata quebrada
De seu coração
Fala da vida
Escreve também
Perdeu amores
Ganhou sorvetes
E...
E....
E...
E...
E...
.....
Faby_10.05.2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

E Termina o Verão


Vai embora todo o calor, percebo o frio que chega de mansinho dentro de mim. Não que eu duvide do calor (tá bom, cheguei a duvidar...). O frio, por sua vez, acalenta, nos faz acarinharmos como se num consolo ou um conselho ele sussurra: Cuida de você!

Aproveito o motivo friorento que tenho para me abraçar, me acarinho, imagino que mãos e braços não são meus.

Guardo meu tesouro no peito, protejo-o dos que não podem manuseá-lo.

Alarme falso, retomo meu horizonte.

Respiro fundo.

Manco.

Dói.

Convenço minha esperança, já de malas em mãos, a ficar mais um pouco aqui dentro, mesmo que desta vez, um pouco mais frio, mas com a promessa de que trarei calor e não o recusarei quando chegar.

Aperto meus olhos para aguçar minha visão, foco quase o infinito no caminho que retomo a fim de ver o que mais o mundo tem a me oferecer desta vez.

Me transformo em letras e ao contrário de Vinícios; que eu não precise do sofrimento de todos os amores para continuar a escrever.

Faby_15.04.2009

domingo, 5 de abril de 2009

Linkados



É assim.

Um carinho que a gente pensa ser infinito
Curioso sentir no coração o seu lugar na vida de outra pessoa.
Olhar de longe e sentir um aperto só de pensar em perdê-la.

Transcende tudo!

Ok, um amor sem foda!!

Uma união fodástica, um encontro (ou reencontro) cheio de gozo, sim! Gozado! Gozado de doer as bochechas, de chorar, "du caralho"!!!

Como diz Adriana Falcão: "Um laço invísivel, que estreita, pois o visível só efeita"

Um amor sem muito medo de entrega, que nos remete à infância, que nos permite ser bobo, ingênuo e rir sem culpa alguma . Provas de cumplicidade de fazer inveja a qualquer bodas. Sinceridade transbordada dos olhos, porque eles dizem do que a alma está cheia!

Reencontro, o respeito que falta no mundo, me descubro novamente de minhas teorias quase desfeitas (desfazê-las me deixaria mais forte). E aos 31 anos me pego de mãos dadas saindo do escorregador correndo para a gangorra, onde entre nossas linhas, revezamos nossas espiadela ao mundo, da parte mais alta que posso te levar quando inclino o corpo para trás esticando minhas pernas para que você permaneça bem no alto.

E nessas arremetidas da vidam tento não perder nenhuma lição esse é o melhor amor, que não te permite a sensação de solidão, que quando hesitar (porque às vezes a gente hesita sim!) olho para o lado, assim meio de rabo de olho e simplismente está, que vê todos os amores passar e recebe com carinho aquele que permanece, que não tem medo de conversas claras e não precisa dormir com você todos os dias para tê-las.

Uma querença boa de se viver, que aumenta os amigos, que combinamos senha, que nos armamos como guerrilha para detonar os menos providos de neurônios sarcásticos e bem humorados, querença que faz até música, música que cai bem aos ouvidos e à alma.

Conto-te que a pessoa que coloriu o mundo combinado da melhor maneira tenho certeza que tem um amigo assim, igualzinho a você!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Me diz VOCÊ dessa tal garota!

Essa tal garota que não responde minhas perguntas, mas insiste em respostas.
Essa tal garota que se apresentou corajosamente e gosta de mulher brava.
Essa tal garota que me convidou e agora aceita meu convite à um encontro por e-mail.
Essa tal garota que escreve pouco para quem escreve muito e muito acha que não escreve tanto assim.
Essa tal garota que quer saber de outra garota, e justo "da certa".
Essa tal garota que diz seu nome sem querer entre os arrobas da modernidade.
Essa tal garota que diz das afinidades que tem com a outra garota em suas comunidades (mas ela não sabe disso!)
Essa tal garota que mostra sua tranquilidade em sua ausência.
Essa tal garota que navega em pensamentos, fotos e sentimentos.
Essa tal garota que faz com que sete cordas falem por ela.
Essa tal garota que sabe dos extremos e deixa sinceridade protegida da mentira.
Essa tal garota que já deixou de ser..... "essa tal garota".
Essa tal garota que "é" muito do que viverá essa tal garota.
Essa tal garota que evidencia seus olhos e diz para o que está fora, muito do que há dentro.
Essa tal garota que faz o tempo passar voando nas expectativas de um papo que ainda não nasceu.
Dessa tal garota me despeço por agora, mas somente por agora terá meu adeus.
Faby_16.03.2009

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Vai, vou.


Mundo voa
Vento leva a folha, ajuda a borboleta
Enxuga minha lágrima
Aperto os olhos, procuro o brilho do sol
O vento bagunça meus cabelos
Penso em você
Ando sobre a grama
Canto a música que me deixa bem
Canto várias vezes o refrão
No peito arde a lembrança do que vivi
Sinto um aperto e depois solta
Um alívio
Sorrio um sorriso de alma doado à primeira pessoa que me cruzou
Recebo ligações e mais mensagens
Não respondo
Minha felicidade se analtece quando sinto o calor do sol em minha pele
E o vento refresca meus cabelos
Sigo com os cafunés do vento
Com a querenca mulheril
Desvio das pedras e dos falsos afagos
Dispenso as dores aos amores, dos amores e pelos amores
As borboletas me acompanham
suas asas ritimamente com meus passos e pensamentos
Levados pelo vento, trazidos pelo vento
Dispersados pelo vento
Encontro-me em mim
Transbordo assim.

Faby_23dez2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

ILUSÕES DO AMANHÃ

Por que eu vivo procurando um motivo de viver,
Se a vida às vezes parece de mim esquecer?
Procuro em todas, mas todas não são você.
Eu quero apenas viver, se não for para mim, que seja pra você.
Mas às vezes você parece me ignorar,
Sem nem ao menos me olhar,
Me machucando pra valer.
Atrás dos meus sonhos eu vou correr.
Eu vou me achar, pra mais tarde em você me perder.
Se a vida dá presente pra cada um, o meu, cadê?
Será que esse mundo tem jeito?
Esse mundo cheio de preconceito.
Quando estou só, preso na minha solidão,
Juntando pedaços de mim que caíam ao chão,
Juro que às vezes nem ao menos sei, quem sou.
Talvez eu seja um tolo, q ue acredita num sonho.
Na procura de te esquecer, eu fiz brotar a flor.
Para carregar junto ao peito,
E crer que esse mundo ainda tem jeito.
E como príncipe sonhador...
Sou um tolo que acredita, ainda, no amor.'

PRÍNCIPE POETA (Alexandre Lemos)
Este poema foi escrito por um aluno da APAE, chamado, pela sociedade, de excepcional. Excepcional é a sua sensibilidade!

Ele tem 28 anos, com idade mental de 15. Se uma pessoa assim acredita tanto, porque as que se dizem normais não acreditam?

sábado, 11 de outubro de 2008

Hay Flores


"Si no aman las plantas no amarán el ave, no sabrán de música, de rimas, de amor. Nunca se oirá un beso, jamás se oirá una clave... "

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

AO LADO

E de repente tudo mudou, dá um medo porque parece-me que a história vai se repetir, no fundo, medo do lado ruim dessa história, com vontade de conquistar a certeza absoluta do "pra sempre".

Bom, mas venho para falar da parte boa.

Do gosto diferente de cada amanhecer, de cada remexida nos sentimentos que já foram usado um dia, desta vez, com menos alvoroço, talvez tenha acertado na voltagem?

Sim, perdi minhas referências, estou com o cronômetro zerado, coloquei de lado todo o meu conceito e memória de coração partido, pois não frequento mais o mundo que se quebrou e construiu tanto dentro de mim.

As reformas findaram-se, tudo pronto para receber a mais nova "história", elitizada, polida e nunca mais as lascadas.

Mas como ia dizendo, dizendo do que faz bem, de todas as sensações brandas e vagarosas; com a respiração, as palavras e os pensamentos compassados, nas pausas exatas, mais que necessárias. E nesse silêncio compartilhado, começa a querer acertar meu compasso e com passos curtos e assertivos, atrevo-me dizer-te que é um flerte cerebral muito bem galanteado.

Um caminho desconhecido sendo desbravado, desta vez, com prazer, serenidade e curiosidade, onde a distância é tão boa quanto o encontro é de apenas te ouvir; não sei o que quero primeiro ou por mais tempo!! Só sei que quero!! Como a flor tem a certeza de suas pétalas!!!

Não tenho mais os anseios de meninota, o que me traz grande paz e percepção apurada. Brinco com as palavras tão propositalmente quanto é as reações que te instigo a ter...faço mesmo... quero te conhecer em todos os detalhes e por isso te levo do claro ao escuro, do alto ao baixo, de um lado para o outro...para que eu possa com confiança permanecer contigo no centro, na mediana, para um dia-a-dia.

E tudo me surpreende!

Faby-21ago2008

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

MUITO MAIS QUE UM MINUTO DE SILÊNCIO

Hoje, um silêncio me acordou.

Um silêncio que insistiu em tomar conta dos meus primeiros minutos do dia. Um silêncio que prevalece em meus sentimentos, pensamentos e palavras. Um sentimento familiar, um sentimento reconhecido de suas amarguras e todo o contratempo que tem direito.

Uma manhã na cidade mais movimentada do país que ficou em silêncio, um silêncio paulatino que foi tomando conta de tudo à minha volta.

O vento resolveu não soprar, para que as folhas não fizessem barulho, o carros deixaram de ser barulhentos e suavemente passeiam de uma lado para o outro, as cosntruções deram uma pausa em seus bate-estacas, os telefones não tocaram aquela manhã, vibraram com toda a sutileza que poderiam, apenas o suficiente para levar as notícias necessárias.

As pessoas comungavam do mesmo silêncio e deixaram de conversar. O metrô andou mais rápido naquele dia, até parece que sabia da urgência dos fatos dos que nada mais poderia ser feito....

Este é o dia de rever os filmes antigos, o dia em que cada um compartilha consigo sua história, dor, culpa, lágrima, lembrança de um fato mais que consumado. E o que resta é o balanço que cada um faz dentro de si, obrigando-nos a conviver com o resultado que cada um descobre.

Numa sexta-feira com cara de domingo de feriado, daqueles onde se vela a partida do dia, mas desta vez, velas como ornamento de mal gosto, com a intenção de iluminar algo que eu ainda não descobri, algo em um dia que se torna tão cinza em suas vírgulas de um segundo ao outro, vírgulas que revelam uma eternidade de minutos de um silêncio que invade até as conversas de pensamentos.

Momento de tantos questionamentos de um silêncio ensurdecedor. Com a esperança de chegar lá e ver que tudo não passou de um engano e de quem eu tanto amo não estar lá. Mas basta. Basta para transbordar a saudade que mal nasceu, mas que agora, parece a espada mais afiada do melhor soldado do rei.

A tristeza se agrava com os filmes tristes que nos custam rever involuntariamente, se agrava com os segundos eternizados pelas vírgulas, se agrava com o silêncio que o mundo traz inutilmente como um consolo, se agrava pelas alegrias que juntam-se para impotentes colorir o que já não se colori mais.

Lembro-me de um filme: "Coisas que a gente perde pelo caminho" e parte de mim deixo para trás, ela leva consigo, leva para um lugar que eu ainda não conheço, sem dizer adeus, sem pedir licença, sem uma palavra sequer, apenas leva, leva para sempre, sem ao menos me dar direito a... a nada.

Nada.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

CONTRAPÉ

E eu me vi ali, diante de mim, naquela mesa.

Tomada pelo nervosismo, o que a faz atrapalhar-se nas palavras; me descrevendo, dizendo ali na minha cara, refrescando minha fugaz memória, da mulher que um dia existiu dentro de mim. E ela foi falando de si, de como preferia ser, de como preferia agir, abrindo seu coração com as mesmas quatro letras da coragem – isso foi proposital? – rasgando em verbos, sujeitos e predicados como decidiu viver a vida, me inundando de lembranças de quando eu sonhava.

Ouvi tudo, como alguém que recebe instruções antes de sair de casa, mas no meu caso, de alguém que vai continuar a viver. Vejo um fio de cabelo em um dos meus travesseiros, não é meu; martela novamente em meus pensamentos dos “lembretes” recitados por ela, de como ela enfim “escolheu” viver sua vida; automaticamente lembro-me de como me olha e de como me puxa para seus braços que se entrelaçam seguido de um beijo que degusta meus lábios de forma que eu não me lembro de terem sidos saboreados assim.

Dentro de mim um tornado de sentimentos e falta deles, tento me encontrar, mas não consigo já não me reconheço mais.

Os detalhes me surpreendem, confesso atônita, passa mãos e unhas em minhas costas incansavelmente, percebo que o faz se deliciando, não lembro ter recebido tal feito antes dessa forma; onde eu estive neste tempo todo? Me assusta. Me encanta. Como abrir meu coração se eu não sei onde encontrá-lo? Muito menos o que há dentro dele, tenho uma vaga lembrança do que guardei há muito tempo atrás.

Descubro-me relaxada e calma e percebo os afagos em meus cabelos, agora sei porque os gatos fazem aquela cara! Seu corpo fala mesmo que distante do meu o quanto me quer bem, o quanto tem de desejo de aconchego.

Pensamentos ruins me interrompem, não entendo me cobro por coisas que ainda não descobri, o que ainda não sei e que me faz tanta falta.

Retorno meus pensamentos nela, sinto coisas boas, mas sinto, porque quem não gosta de receber carinhos e cuidados de um coração quente? Sinto de novo, desta vez sinto muito, por ainda não ter me achado.

Penso nela, ela está dormindo.

06/dez/2007-Faby

CAFÉ BOURBON

Você chegou, me encontrou assim
Meio de lado, quase parado
E o pensamento em vão
Seu charme, sua pureza
Me diz com franqueza
O que tem no coração
Olhos nos olhos, cartas na mesa
Chocolate gelado
Leio seus lábios, sinto tua mão
Sentimentos esquecidos, garoa no vidro
Buzinas lá fora, me encanta o seu sorriso
Vejo o tempo passar
Aqui fora está frio e eu querendo te abraçar
Te aconchegar em meus braços
Um beijo molhado quero te dar
Vivo pensando em você, não consigo esquecer
Procuro respostas
Penso em novas notas para sua canção eu tocar.

Faby - jun/2007

domingo, 27 de julho de 2008

ANATOMIA

Aaahhh!!
Como queria que os neurônios não precisassem da bainha de mielina e utilizassem a cístole e diástole para se comunicarem. Dessa forma, o pensamento ficaria infinitamente longe do segundo lugar no ranking do que é o mais veloz. Ao invés de fichas caírem, seriam relâmpagos; teríamos sacadas geniais e pensaríamos muito mais rápido antes de fazer uma bobagem. Os sacanas não teriam vez.
O coração poderia ganhar movimentos peristálticos e lentamente absorver tudo e muito dificilmente deixar que algo que já passou, retorne; só em caso de realmente não fazer bem e aó se põe para fora!
Os olhos poderiam como a língua, identificar o doce, salgado, amargo.....mas tudo isso sem arder, para podermos manter certa distância do sabor que não agrada e de longe notar o nosso sabor predileto e conquistá-lo, certeiramente.
Os braços poderiam proporcionalmente abrir-se como os pulmões cheio de ar, para abraços mais envoltos, para alcançar alguém antes que se vá.
Os ouvidos poderiam ter a sensibilidade dos receptores nociceptivos para perceberem melhor o outro em cada palavra, em cada sussurro, qualquer som.
Para que tudo isso ocorra, pode, se necessário, descentralizar o sistema nervoso central, os nervos - mas só os bons se é que existem - podem ficar à flor da pele, o sangue não será substituído pelo de barata e em alguns casos, trocar o coração de pedra, tudo isso com a etiqueta aprovada pela Inmetro.

Faby-24/07/2008

DE LONGE


Pela janela do metrô meu horizonte se ilumina
Pelas luzes da cidade, amarelas, forjando, plagiando o sol
A lua enciumada se esconde e leva as estrelas consigo
Deixa assim, um silêncio no céu
Um silêncio que me invade
Desfruto de toda beleza alheia
Ganho um meio sorriso
As trocas de olhares me enchem de prazer
Percorro todo o vagão
Escolho o olhar mais bonito
Mais colorido
Encontro a cumplicidade que me revoga
E na mesma velocidade me colori
Invento você
Te vejo a me esperar
Te levo comigo tão distante
Desfruto com todo o gosto
Dessa saudade que está para acabar
Com a mesma felicidade que digo "oi"
Digo "tchau" para as pessoas
Que sei que não ficar
Seu lugar já está reservado
Sua respiração é algodão
Já me faz peso
E o vento já não pode me levar
Me preenche mesmo antes mesmo de você chegar.

Faby-24/07/2008

Encontro

Não importa o cheiro das rosas
O que eu mais quero
É cheirar seus cabelos
Entrelaçar meus dedos em seus caracóis
Sentir arrepiar seus pêlos
Fiquei encantada com seu sorriso
Feliz. Quando me procurou de longe
Te olhei muito e percebi todo o seu jeito
Querendo uma resposta, uma dica qualquer
Que fizesse aliviar meu peito
Parece-me que recebeu meu recado
Maravilhosa surpresa ter-te ao meu lado
Seu sorriso de perto
Ainda mais bonito
Teus gestos plácidos, olhar preciso
Seu rosto no meu, um beijo colorido
As palavras me faltaram
Diante de tanta ansiedade
Tão pouco tempo alí na minha frente
Mais um beijo de despedida
Enche meu peito de saudade.

Faby-22/07/08