domingo, 27 de julho de 2008

ANATOMIA

Aaahhh!!
Como queria que os neurônios não precisassem da bainha de mielina e utilizassem a cístole e diástole para se comunicarem. Dessa forma, o pensamento ficaria infinitamente longe do segundo lugar no ranking do que é o mais veloz. Ao invés de fichas caírem, seriam relâmpagos; teríamos sacadas geniais e pensaríamos muito mais rápido antes de fazer uma bobagem. Os sacanas não teriam vez.
O coração poderia ganhar movimentos peristálticos e lentamente absorver tudo e muito dificilmente deixar que algo que já passou, retorne; só em caso de realmente não fazer bem e aó se põe para fora!
Os olhos poderiam como a língua, identificar o doce, salgado, amargo.....mas tudo isso sem arder, para podermos manter certa distância do sabor que não agrada e de longe notar o nosso sabor predileto e conquistá-lo, certeiramente.
Os braços poderiam proporcionalmente abrir-se como os pulmões cheio de ar, para abraços mais envoltos, para alcançar alguém antes que se vá.
Os ouvidos poderiam ter a sensibilidade dos receptores nociceptivos para perceberem melhor o outro em cada palavra, em cada sussurro, qualquer som.
Para que tudo isso ocorra, pode, se necessário, descentralizar o sistema nervoso central, os nervos - mas só os bons se é que existem - podem ficar à flor da pele, o sangue não será substituído pelo de barata e em alguns casos, trocar o coração de pedra, tudo isso com a etiqueta aprovada pela Inmetro.

Faby-24/07/2008

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