terça-feira, 8 de julho de 2008

Sem

Li alguém recitando
“Ouça-me com teu corpo”
Eu pinto, eu toco
Eu escrevo porque me faltam as palavras.

Enquanto houver estrelas no céu
Sentir-me-ei cheia, transbordando
De Joaquinas dançantes,
Andantes, cantantes, amantes.

Encho meus pulmões de amor
Porque é deste que eu respiro
Devoro minhas vontades
Pois são delas que me alimento e sacio.

Gero em meu útero meus ideais e gana
Quando nascem...
É deles o grito que sai de minha garganta.

O simples me torna exigente
Nos detalhes sem valor
Do mundo que me esquece
É o que mais precisa de amor.

Fecho os olhos para te ver claramente
Tento eternizar o segundo que te vejo passar
Passam anos e te tenho plenamente
Dentro de mim transformando em outro lugar.

Faby – jun2008

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