sábado, 11 de outubro de 2008

Hay Flores


"Si no aman las plantas no amarán el ave, no sabrán de música, de rimas, de amor. Nunca se oirá un beso, jamás se oirá una clave... "

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

AO LADO

E de repente tudo mudou, dá um medo porque parece-me que a história vai se repetir, no fundo, medo do lado ruim dessa história, com vontade de conquistar a certeza absoluta do "pra sempre".

Bom, mas venho para falar da parte boa.

Do gosto diferente de cada amanhecer, de cada remexida nos sentimentos que já foram usado um dia, desta vez, com menos alvoroço, talvez tenha acertado na voltagem?

Sim, perdi minhas referências, estou com o cronômetro zerado, coloquei de lado todo o meu conceito e memória de coração partido, pois não frequento mais o mundo que se quebrou e construiu tanto dentro de mim.

As reformas findaram-se, tudo pronto para receber a mais nova "história", elitizada, polida e nunca mais as lascadas.

Mas como ia dizendo, dizendo do que faz bem, de todas as sensações brandas e vagarosas; com a respiração, as palavras e os pensamentos compassados, nas pausas exatas, mais que necessárias. E nesse silêncio compartilhado, começa a querer acertar meu compasso e com passos curtos e assertivos, atrevo-me dizer-te que é um flerte cerebral muito bem galanteado.

Um caminho desconhecido sendo desbravado, desta vez, com prazer, serenidade e curiosidade, onde a distância é tão boa quanto o encontro é de apenas te ouvir; não sei o que quero primeiro ou por mais tempo!! Só sei que quero!! Como a flor tem a certeza de suas pétalas!!!

Não tenho mais os anseios de meninota, o que me traz grande paz e percepção apurada. Brinco com as palavras tão propositalmente quanto é as reações que te instigo a ter...faço mesmo... quero te conhecer em todos os detalhes e por isso te levo do claro ao escuro, do alto ao baixo, de um lado para o outro...para que eu possa com confiança permanecer contigo no centro, na mediana, para um dia-a-dia.

E tudo me surpreende!

Faby-21ago2008

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

MUITO MAIS QUE UM MINUTO DE SILÊNCIO

Hoje, um silêncio me acordou.

Um silêncio que insistiu em tomar conta dos meus primeiros minutos do dia. Um silêncio que prevalece em meus sentimentos, pensamentos e palavras. Um sentimento familiar, um sentimento reconhecido de suas amarguras e todo o contratempo que tem direito.

Uma manhã na cidade mais movimentada do país que ficou em silêncio, um silêncio paulatino que foi tomando conta de tudo à minha volta.

O vento resolveu não soprar, para que as folhas não fizessem barulho, o carros deixaram de ser barulhentos e suavemente passeiam de uma lado para o outro, as cosntruções deram uma pausa em seus bate-estacas, os telefones não tocaram aquela manhã, vibraram com toda a sutileza que poderiam, apenas o suficiente para levar as notícias necessárias.

As pessoas comungavam do mesmo silêncio e deixaram de conversar. O metrô andou mais rápido naquele dia, até parece que sabia da urgência dos fatos dos que nada mais poderia ser feito....

Este é o dia de rever os filmes antigos, o dia em que cada um compartilha consigo sua história, dor, culpa, lágrima, lembrança de um fato mais que consumado. E o que resta é o balanço que cada um faz dentro de si, obrigando-nos a conviver com o resultado que cada um descobre.

Numa sexta-feira com cara de domingo de feriado, daqueles onde se vela a partida do dia, mas desta vez, velas como ornamento de mal gosto, com a intenção de iluminar algo que eu ainda não descobri, algo em um dia que se torna tão cinza em suas vírgulas de um segundo ao outro, vírgulas que revelam uma eternidade de minutos de um silêncio que invade até as conversas de pensamentos.

Momento de tantos questionamentos de um silêncio ensurdecedor. Com a esperança de chegar lá e ver que tudo não passou de um engano e de quem eu tanto amo não estar lá. Mas basta. Basta para transbordar a saudade que mal nasceu, mas que agora, parece a espada mais afiada do melhor soldado do rei.

A tristeza se agrava com os filmes tristes que nos custam rever involuntariamente, se agrava com os segundos eternizados pelas vírgulas, se agrava com o silêncio que o mundo traz inutilmente como um consolo, se agrava pelas alegrias que juntam-se para impotentes colorir o que já não se colori mais.

Lembro-me de um filme: "Coisas que a gente perde pelo caminho" e parte de mim deixo para trás, ela leva consigo, leva para um lugar que eu ainda não conheço, sem dizer adeus, sem pedir licença, sem uma palavra sequer, apenas leva, leva para sempre, sem ao menos me dar direito a... a nada.

Nada.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

CONTRAPÉ

E eu me vi ali, diante de mim, naquela mesa.

Tomada pelo nervosismo, o que a faz atrapalhar-se nas palavras; me descrevendo, dizendo ali na minha cara, refrescando minha fugaz memória, da mulher que um dia existiu dentro de mim. E ela foi falando de si, de como preferia ser, de como preferia agir, abrindo seu coração com as mesmas quatro letras da coragem – isso foi proposital? – rasgando em verbos, sujeitos e predicados como decidiu viver a vida, me inundando de lembranças de quando eu sonhava.

Ouvi tudo, como alguém que recebe instruções antes de sair de casa, mas no meu caso, de alguém que vai continuar a viver. Vejo um fio de cabelo em um dos meus travesseiros, não é meu; martela novamente em meus pensamentos dos “lembretes” recitados por ela, de como ela enfim “escolheu” viver sua vida; automaticamente lembro-me de como me olha e de como me puxa para seus braços que se entrelaçam seguido de um beijo que degusta meus lábios de forma que eu não me lembro de terem sidos saboreados assim.

Dentro de mim um tornado de sentimentos e falta deles, tento me encontrar, mas não consigo já não me reconheço mais.

Os detalhes me surpreendem, confesso atônita, passa mãos e unhas em minhas costas incansavelmente, percebo que o faz se deliciando, não lembro ter recebido tal feito antes dessa forma; onde eu estive neste tempo todo? Me assusta. Me encanta. Como abrir meu coração se eu não sei onde encontrá-lo? Muito menos o que há dentro dele, tenho uma vaga lembrança do que guardei há muito tempo atrás.

Descubro-me relaxada e calma e percebo os afagos em meus cabelos, agora sei porque os gatos fazem aquela cara! Seu corpo fala mesmo que distante do meu o quanto me quer bem, o quanto tem de desejo de aconchego.

Pensamentos ruins me interrompem, não entendo me cobro por coisas que ainda não descobri, o que ainda não sei e que me faz tanta falta.

Retorno meus pensamentos nela, sinto coisas boas, mas sinto, porque quem não gosta de receber carinhos e cuidados de um coração quente? Sinto de novo, desta vez sinto muito, por ainda não ter me achado.

Penso nela, ela está dormindo.

06/dez/2007-Faby

CAFÉ BOURBON

Você chegou, me encontrou assim
Meio de lado, quase parado
E o pensamento em vão
Seu charme, sua pureza
Me diz com franqueza
O que tem no coração
Olhos nos olhos, cartas na mesa
Chocolate gelado
Leio seus lábios, sinto tua mão
Sentimentos esquecidos, garoa no vidro
Buzinas lá fora, me encanta o seu sorriso
Vejo o tempo passar
Aqui fora está frio e eu querendo te abraçar
Te aconchegar em meus braços
Um beijo molhado quero te dar
Vivo pensando em você, não consigo esquecer
Procuro respostas
Penso em novas notas para sua canção eu tocar.

Faby - jun/2007

domingo, 27 de julho de 2008

ANATOMIA

Aaahhh!!
Como queria que os neurônios não precisassem da bainha de mielina e utilizassem a cístole e diástole para se comunicarem. Dessa forma, o pensamento ficaria infinitamente longe do segundo lugar no ranking do que é o mais veloz. Ao invés de fichas caírem, seriam relâmpagos; teríamos sacadas geniais e pensaríamos muito mais rápido antes de fazer uma bobagem. Os sacanas não teriam vez.
O coração poderia ganhar movimentos peristálticos e lentamente absorver tudo e muito dificilmente deixar que algo que já passou, retorne; só em caso de realmente não fazer bem e aó se põe para fora!
Os olhos poderiam como a língua, identificar o doce, salgado, amargo.....mas tudo isso sem arder, para podermos manter certa distância do sabor que não agrada e de longe notar o nosso sabor predileto e conquistá-lo, certeiramente.
Os braços poderiam proporcionalmente abrir-se como os pulmões cheio de ar, para abraços mais envoltos, para alcançar alguém antes que se vá.
Os ouvidos poderiam ter a sensibilidade dos receptores nociceptivos para perceberem melhor o outro em cada palavra, em cada sussurro, qualquer som.
Para que tudo isso ocorra, pode, se necessário, descentralizar o sistema nervoso central, os nervos - mas só os bons se é que existem - podem ficar à flor da pele, o sangue não será substituído pelo de barata e em alguns casos, trocar o coração de pedra, tudo isso com a etiqueta aprovada pela Inmetro.

Faby-24/07/2008

DE LONGE


Pela janela do metrô meu horizonte se ilumina
Pelas luzes da cidade, amarelas, forjando, plagiando o sol
A lua enciumada se esconde e leva as estrelas consigo
Deixa assim, um silêncio no céu
Um silêncio que me invade
Desfruto de toda beleza alheia
Ganho um meio sorriso
As trocas de olhares me enchem de prazer
Percorro todo o vagão
Escolho o olhar mais bonito
Mais colorido
Encontro a cumplicidade que me revoga
E na mesma velocidade me colori
Invento você
Te vejo a me esperar
Te levo comigo tão distante
Desfruto com todo o gosto
Dessa saudade que está para acabar
Com a mesma felicidade que digo "oi"
Digo "tchau" para as pessoas
Que sei que não ficar
Seu lugar já está reservado
Sua respiração é algodão
Já me faz peso
E o vento já não pode me levar
Me preenche mesmo antes mesmo de você chegar.

Faby-24/07/2008

Encontro

Não importa o cheiro das rosas
O que eu mais quero
É cheirar seus cabelos
Entrelaçar meus dedos em seus caracóis
Sentir arrepiar seus pêlos
Fiquei encantada com seu sorriso
Feliz. Quando me procurou de longe
Te olhei muito e percebi todo o seu jeito
Querendo uma resposta, uma dica qualquer
Que fizesse aliviar meu peito
Parece-me que recebeu meu recado
Maravilhosa surpresa ter-te ao meu lado
Seu sorriso de perto
Ainda mais bonito
Teus gestos plácidos, olhar preciso
Seu rosto no meu, um beijo colorido
As palavras me faltaram
Diante de tanta ansiedade
Tão pouco tempo alí na minha frente
Mais um beijo de despedida
Enche meu peito de saudade.

Faby-22/07/08

sexta-feira, 11 de julho de 2008

JEITO DE SER

Existe uma coisa difícil de ser ensinada e que, talvez por isso, estejacada vez mais rara: a elegância do comportamento.

É um dom que vai muito além do uso correto dos talheres e que abrange bem mais do que dizer um simples obrigado diante de uma gentileza.

É a elegância que nos acompanha da primeira hora da manhã até ahora de dormir e que se manifesta nas situações mais prosaicas, quandonão há festa alguma nem fotógrafos por perto.

É uma elegância desobrigada.

É possível detectá-la nas pessoas que elogiam mais do que criticam.Nas pessoas que escutam mais do que falam. E quando falam, passamlonge da fofoca, das pequenas maldades ampliadas no boca a boca.É possível detectá-la nas pessoas que não usam um tom superior de vozao se dirigir a frentistas.

Nas pessoas que evitam assuntos constrangedores porque não sentemprazer em humilhar os outros.

É possível detectá-la em pessoas pontuais.

Elegante é quem demonstra interesse por assuntos que desconhece,é quem presenteia fora das datas festivas, é quem cumpre o que prometee, ao receber uma ligação, não recomenda à secretária que pergunteantes quem está falando e só depois manda dizer se está ou não está.

Oferecer flores é sempre elegante.

É elegante não ficar espaçoso demais.

É elegante não mudar seu estilo apenas para se adaptar ao de outro.É muito elegante não falar de dinheiro em bate-papos informais.É elegante retribuir carinho e solidariedade.

Sobrenome, jóias e nariz empinado não substituem a elegância do gesto.Não há livro que ensine alguém a ter uma visão generosa do mundo, a estar nele de uma forma não arrogante.

Pode-se tentar capturar esta delicadeza natural através da observação,mas tentar imitá-la é improdutivo.A saída é desenvolver em si mesmo a arte de conviver, que independede status social: é só pedir licencinha para o nosso lado brucutu, queacha que com amigo não tem que ter estas frescuras.

Se os amigos não merecem uma certa cordialidade, os inimigos é quenão irão desfrutá-la.

Educação enferruja por falta de uso. E, detalhe: não é frescura.

Marta Medeiros

terça-feira, 8 de julho de 2008

Eu gosto assim

Gosto de escrever; e com lápis preto, aquele que a gente aponta e come a traseira dele, acho que a letra fica mais bonita, desenha melhor e dá um ar de saudosismo, de rústico, de poético.

Gosto de rir até perder o fôlego e de tomar meu café gelado favorito com chantilly e mel, sentada naquelas poltronas, me cansando de cruzar olhares que se procuram e tudo com um tom blasé meio inocente, meio charmoso, um tanto gostoso.

Gosto de fabricar histórias, também as escritas, mas me refiro agora, as que a gente faz com os amigos, amores e amantes.

Gosto do novo, me fascina, me fascina mais que...que...que qualquer outra coisa que eu amo fazer, mas que estas, eu já sei.

Gosto de ler olhares e ouvir os comportamentos, me descubro em cada um deles e aprendo, me reciclo, me dou assim um “upgrade não programado”, são essas coisas que a gente leva na bagagem a cada novo dia.

Gosto de pôr-do-sol, mais dos alaranjados, que mesmo depois que se foram, deixa o céu todo borrado, um pouco mais alegre e quente pra lua chegar, um presente do sol quando ele está mais apaixonado, penso até que é um bilhete de saudade.

Gosto do aroma das pessoas e degusto como um novo vinho que provo ou como meu wiskye predileto, onde preciso ficar sozinha, para que um tanto egoísta eu possa sentir todo esse prazer do reencontro de minha lembrança com meu divino presente e transformá-los em um só, desafiando a lei da física os coloco em um mesmo lugar.

Gosto do meu nariz gelado no pescoço quente seguido de um abraço meu e seu, me esquentando dos pés à cabeça, como sonífero dos duros dias e um beijo que transforma não o sapo em príncipe, mas em realidade as histórias que eu sempre sonhei, mas nunca escreveram.

Enfim, gosto porque minha felicidade por vezes não cabe em mim, simples assim!
Faby - Jul2008

O Quanto

Percebo seus olhares sem mesmo nos vermos, me encabulo quando te pego observando meu mais natural jeito de ser, aquele que é como as bonecas na noite, elas só saem para brincar quando ninguém vê.

Me fascina as oxítonas e paroxítonas que saem de suas mãos, enquanto su aboca interpreta anciosamente o que transborda de seu peito e descubro todas as suas pro-pa-ro-xí-to-nas enquanto ouço o seu corpo em silêncio.

Me perco, tentando encontrar sua linha, aquilo que te move, que leva e te trás para mim, deixo meu sorriso de criança que ganhou presente no natal em seus olhos, olhos que me procuram enquanto leio minhas notícias favoritas e você no seu canto, lê seu livro comendo uvas-verdes e concentrada as coloca na boca com as pontas dos dedos de um jeito que só você sabe fazer. Essa sua maneira de dizer sem palavras o tamanho do seu amor por min´alma, me mostra como em uma tela de cinema o quanto sublime é nosso futuro.

Contudo, me faz aprender o quanto pode estar dentro de mim, enquanto semeia todo o jardim à nossa volta e te vejo assim: de longe. E sou eu quem procuro seus olhos, pois sei que meu coração e eles andam em par e num alívio como quem suspira um “UFA”, sei que só assim me acho novamente.

Faby – jun2008

OLHO DO FURACÃO

Seu corpo fala o que sua mente
Não quer aceitar
Todos os caminhos levam onde
Você não se permite estar.

Sob duras penas
Seus sentidos emudecem
O que dentro de você
Te faz sentir o calor da vida
Silencia em lamentos.

O tempo parece acelerar seu compasso
A paisagem passa depressa
Vejo tudo ficar para trás
Ainda verde, ainda vivo.

Te vejo ir embora do lugar que mais gosta
O tempo continua acelerando
Tudo fica menor, mais distante
Entregue para quem ainda não chegou.

O tempo se encarrega
De modificar o que ficou
Endurece, esfria, trinca, perde a cor.

Registra uma história sem direito a correções
A única chance é mudar o que está por vir
Mesmo dando meia-volta
O que vem à frente é sempre
Uma nova história a sorrir.

Faby – nov2007

QUERO

Eu quero puder mudar o mundo
E deixar assim do jeitinho mais gostoso
Quero poder te pegar no colo
E atender todos os seus desejos.

Quero poder te pegar pela mão
Enxugar suas lágrimas e te dizer:
“Deixa que eu resolvo isto”
E dizer a sua mãe:
“Não é nada disto!”

Quero poder te roubar para mim
Assim, por inteira: corpo, alma e coração
Quero poder sentir o gosto de sua lealdade e cumplicidade
Acordar ao seu lado e fechar os olhos
Com essa certeza no coração.

Quero poder ter a chance de te convidar
Para almoçar qualquer dia da semana
E te levar para o trabalho
Assim como faz a quem se ama.

Quero poder sentir em um longo suspiro
Você aconchegada aqui dentro de mim
Quero a plenitude de nossos planos se realizando
E ver nascerem tantos outros assim

Faby – mar2008

Sem

Li alguém recitando
“Ouça-me com teu corpo”
Eu pinto, eu toco
Eu escrevo porque me faltam as palavras.

Enquanto houver estrelas no céu
Sentir-me-ei cheia, transbordando
De Joaquinas dançantes,
Andantes, cantantes, amantes.

Encho meus pulmões de amor
Porque é deste que eu respiro
Devoro minhas vontades
Pois são delas que me alimento e sacio.

Gero em meu útero meus ideais e gana
Quando nascem...
É deles o grito que sai de minha garganta.

O simples me torna exigente
Nos detalhes sem valor
Do mundo que me esquece
É o que mais precisa de amor.

Fecho os olhos para te ver claramente
Tento eternizar o segundo que te vejo passar
Passam anos e te tenho plenamente
Dentro de mim transformando em outro lugar.

Faby – jun2008

RENÚNCIA

Trilho caminhos desconhecidos
Me parecem todos iguais
Meus sinais viajam o mundo
Mas pra você tanto faz.

Ouço tudo o que você diz
Até quase chego a acreditar
São nas horas que passo procurando
Vejo que não estás.

A dura dor de nos fazermos
Forte pelo sacrifício
Complicando o que é fácil
Acreditando que são “ossos do ofício”.

Deixa-se levar pelo conceito alheio
Mata tudo o que é bonito
Simplesmente porque dizem que é feio.

Renuncia as flores, o perfume e a seda
Segue tesouros mais leves que os seus
Desgarra do puro, do sonho e festeja
Ao invés de acreditar, prefere ser ateu.

Faby – nov2007

RETO

Porque cruzou comigo naquela tarde?
Cruzou seus olhares e depois suas intenções
Em seguida minha vida, assim cruzada.

Cruzada em forma de X
Cruzada de querer deixar embaraçada
De querer dar um nó.

E pensar que estávamos num caminho reto
O caminho da caminhada
E nossos caminhos?

Cruzaram-se para serem retos
Aproveitemos o caminho da caminhada como sinal?
Assim: reto.

Propusemos-nos a caminhar em um caminho reto
E todo o resto cruzou-se

Cruzamos nossas bocas, braços e abraços
Cruzamos nossos corpos e depois alinhamos
Como no caminho reto.

Como que para de encontro
Em um momento de tantas curvas em nossas vidas
De um caminho reto que nos cruzou.

Melhor cruzar com laços fortes
De uma caixa de um presente do caminho reto
Para alinharmos nossas vidas, assim retas

E o que fica de tudo que se alinhou
Ainda são os pensamentos que se cruzam
Assim, sem avisar, nos alinham novamente

Nos cruzando mesmo sem querer: novamente
De uma cruzada tão de repente
De um caminho reto

Faby – abr2008

sábado, 31 de maio de 2008

INSTRUÇÕES PARA CHORAR

" Deixando de lado os motivos, atenhamos-nos à maneira correta de chorar, entendendo por isto um choro que não penetre no escândalo, que não insulte o sorriso com sua semelhança desajeitada e paralela. O choro médio ou comum consiste numa contração geral do rosto e um som espasmódico acompanhado de lágrimas e muco, este no fim, pois o choro acaba no momento em que a gente se assoa energicamente.

Para chorar, dirija a imaginação a você mesmo, e se isto lhe for impossível por ter adquirido o hábito de acreditar no mundo exterior, pense num pato coberto de formigas ou nesses golfos do estreito de Magalhães nos quais não entra ninguem, nunca.
Quando o choro chegar, você cobrirá o rosto com delicadeza, usando ambas as mãos com a palma para dentro. As crianças chorarão esfregando a manga do casaco na cara, e de preferência no canto do quarto. Duração média do choro, três minutos"

"Histórias de cronópios e de famas" - Julio Cortázar

domingo, 18 de maio de 2008

Buscando as coisas do alto.

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou:- Vovô, corre aqui ! Me explica como esta figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para abraçar seu tronco se quebrou, caiu com vento e com chuva, e......este bambu tão fraco continua de pé ?
Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.
A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.
Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.
Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sòzinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.
A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.
A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” ( e não de eu’s ). Como ele é ôco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.
A sexta verdade é que o bambu é ôco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser ôco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.
Por fim, a sétima verdade é que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

As curvas de sua estrada...

Os lençóis marcam nossos corpos,
registrando os traços de um só desejo,
incidindo em tornos dos espelhos e placas...

Viajamos por estradas desconhecidas,
sem as malas da razão e mapas,
a direção é a sublime inconseqüência!

Nos cobrimos de risadas largas, eufóricas,
e de cima, te reparo
em nuvens brancas e sonhos calados...

Trocamos de almas em um leve piscar,
despimos os corpos já nus e entregues.
Já não sei parar de te olhar e,
me esqueço em seus beijos encontrados!

Me embriago de sua alma em forma líquida,
respiro teu ar, te dando os meus pulmões, sem mais pensar.

Vivo você, nesta estrada madrugada,
de perigosas curvas, em horas curtas...
Escolhendo vários caminhos,
ultrapassando os limites de velocidade,

Sem roupas e malas!

sexta-feira, 23 de março de 2007

Fatos históricos que marcaram o dia 21 de novembro



1783 - Dois inventores franceses, Jean François Pilatre e François-Laurent d'Arlandes, realizam o primeiro vôo num balão de ar quente.
1789 - Carolina do Norte torna-se o décimo segundo Estado norte-americano a ratificar a Constituição dos Estados Unidos.
1830 - Líbero Badaró é assassinado por inimigos políticos. Sua morte agitou a opinião pública e precipitou a saída de Dom Pedro.
1913 - A justiça de São Petersburgo queima manuscritos de Leon Tolstoi.
1916 - Charles I é proclamado imperador da Áustria e rei da Hungria.
1930 - É criado o Ministério do Trabalho no Brasil.
1934 - Morre o escritor brasileiro Coelho Neto, no Rio de Janeiro.
1946 - Harry Truman é o primeiro presidente norte-americano a viajar num submarino.
1947 - Dissolução dos partidos anticomunistas na Polônia e na Hungria.
1949 - A ONU faz um acordo para que se outorgue a plena independência a todas as antigas colônias italianas.
1952 - Firmado o tratado de amizade entre a Espanha e a Costa Rica.
1956 - O general Juarez Távora é preso por 48 horas em sua casa por ter criticado o governo de Juscelino Kubitschek durante um pronunciamento.
1962 - Um show de bossa nova, responsável pelo lançamento do movimento nos Estados Unidos, é realizado no Carnegie Hall, em Nova York. João Gilberto e Tom Jobim participam da apresentação.
1966 - O Brasil estuda o ingresso da China na ONU.
1966 - O Instituto Nacional da Previdência Social (INPS) é criado. Ele seria substituído pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).
1973 - A URSS nega-se a participar da repescagem para o Copa do Mundo de futebol. A FIFA exclui o país do torneio.
1975 - A Espanha volta a ter um regime monárquico. O rei Juan Carlos I assume o trono, legaliza os partidos políticos e marca eleições legislativas.
1983 - A descoberta de uma jazida de ouro em Serra de Oliveiras, na Bahia, faz surgir uma nova corrida ao ouro.
1984 - É lançado na atmosfera o foguete Sonda 4.
1992 - A Igreja Anglicana da Austrália permite que mulheres se tornem pastoras.
1995 - Os presidentes da Sérvia, Slobodan Milosevic; da Croácia, Franjo Tudjman, e da Bósnia, Alia Izetbegovic, firmam acordo de paz em Dayton.
1995 - A França faz testes nucleares no Pacífico do Sul.
1997 - Membros da Organização das Nações Unidas retomam a inspeção de instalações militares no Iraque, depois de uma crise de três semanas.
2000 - O Congresso peruano destitui Fujimori.


sábado, 17 de fevereiro de 2007

História da Música



A história mitológica da música, no mundo ocidental, começou com a morte dos Titãs.

Conta-se que depois da vitória dos deuses do Olimpo sobre os seis filhos de Urano (Oceano, Ceos, Crio, Hiperião, Jápeto e Crono), mais conhecidos como os Titãs, foi solicitado a Zeus que se criasse divindades capazes de cantar as vitórias dos Olímpicos. Zeus então partilhou o leito com Mnemosina, a deusa da memória, durante nove noites consecutivas e, no devido tempo, nasceram as nove Musas.


Entre as nove Musas estavam Euterpe (a música) e Aede, ou Arche (o canto). As nove deusas gostavam de freqüentar o monte Parnaso, na Fócida, onde faziam parte do cortejo de Apolo, deus da Música.

Há também, na mitologia, outros deuses ligados à história da música como Museo, filho de Eumolpo, que era tão grande musicista que quando tocava chegava a curar doenças; de Orfeu, filho da musa Calíope (musa da poesia lírica e considerada a mais alta dignidade das nove musas), que era cantor, músico e poeta; de Anfião, filho de Zeus, que após ganhar uma lira de Hermes, o mais ocupado de todos os deuses, passou a dedicar-se inteiramente à música.


Se estudarmos com cuidado a mitologia dos povos, perceberemos que todo o povo tem um deus ou algum tipo de representação mitológica ligado à música. Para os egípcios, por exemplo, a música teria sido inventada por Tot ou por Osíris; para os hindus, por Brama; para os judeus, por Jubal e assim por diante, o que prova que a música é algo intrínseco à historia do ser humano sobre a Terra e uma de suas manifestações mais antigas e importantes.

História Não-Mitológica

A origem mecânica e não-mitológica da música divide-se em duas partes: a primeira, na expressão de sentimentos através da voz humana; a segunda, no fenômeno natural de soar em conjunto de duas ou mais vozes; a primeira, seria a raiz da música vocal; a segunda, a raiz da música instrumental.

Na história não-mitológica da música são importantes os nomes de Pitágoras, inventor do monocórdio para determinar matematicamente as relações dos sons, e o de Lassus, o mestre de Píndaro, que, perto do ano 540 antes de Cristo, foi o primeiro pensador a escrever sobre a teoria da música.

Outro nome é o do chinês Lin-Len, que escreveu também um dos primeiros documentos a respeito de música, em 234 antes de Cristo, época do imperador chinês Haung-Ti. No tempo desse soberano, Lin-Len -que era um de seus ministros- estabeleceu a oitava em doze semitons, aos quais chamou de doze lius. Esses doze lius foram divididos em liu Yang e liu Yin, que correspondiam, entre outras coisas, aos doze meses do ano.

sábado, 3 de fevereiro de 2007

Para Matar Um Grande Amor


Muito se louvou a arte do encontro, mas poucos louvaram a arte do adeus. No entanto, não há gesto tão profundamente humano quanto uma despedida. É aquele momento em que renunciamos não apenas à pessoa amada, mas a nós mesmos, ao mundo, ao universo inteiro. O amor relativiza; a renúncia absolutiza. E não há sentimento mais absoluto do que a solidão em que somos lançados após o derradeiro abraço, o último e desesperado entrelaçar de mãos.

Arrisco mesmo a dizer: só os amores verdadeiros se acabam. Os que sobrevivem, incrustados no hábito de se amar, podem durar uma vida inteira e podem até ser chamados de amor mas nunca foram ou serão um amor verdadeiro. Falta-lhes exatamente o Dom da finitude, abrupta e intempestiva. Qualidade só encontrável nos amores que infundem medo e temor de destruição. Não se vive o amor; sofre-se o amor. Sofre-se a ansiedade de não poder retê-lo, porque nossas cordas afetivas são muito frágeis para mantê-lo retido e domesticado como um animal de estimação. Ele é xucro e bravio e nos despedaça a cada embate e por fim se extingue e nos extingue com ele. Aponta numa única direção: o rompimento. Pois só conseguiremos suportá-lo se ocultarmos de nossos sentidos o objeto dessa desvairada paixão.

Mas não se pense que esse é um gesto de covardia. O grande amor exige isso. O rompimento é sua parte complementar. Uma maneira astuciosa de suspender a tragédia, ditada pelo instinto de sobrevivência de cada um dos amantes. Morrer um pouco para se continuar vivendo. E poder usufruir daquele momento mágico, embebido de ternura, em que a voz falseia, as mãos se abandonam e cada qual vê o outro se afastar como se através de uma cortina líquida ou de um vitral embaçado.

Há todo um imaginário sobre os adeuses e as separações, construído pela literatura e pelo cinema. O cenário pode ser uma estação de trem, um aeroporto (remember Casablanca), um entroncamento rodoviário. Pode ser uma praça ou uma praia deserta. Falésias ou ruínas de uma cidade perdida. Pode estar garoando ou nevando, mas vento é imprescindível. As nuvens devem revolutear no horizonte, como a sugerir a volubilidade do destino. Os cabelos da amada, longos e escuros, fustigam de leve seus lábios entreabertos. Há sutis crispações, um discreto arfar de seios. E os olhos, ah!, os olhos... A visão é o último e o mais frágil dos sentidos que ainda nos une ao que acabamos de perder.

Uma grande dor, uma solidão cósmica, um imenso sentimento de desterro. Que se curam algum tempo depois com um amor vulgar, desses feitos para durar uma vida inteira...

Volto ao texto logo abaixo que fala do "QUASE", quase viver, quase amar, quase ser FELIZ......

Realmente não entendo...... sinto, e não é bom passar por isso......

segunda-feira, 29 de janeiro de 2007

As despedidas


Sofro em cada uma delas.

Quase choro em todas. Eu não nasci para dizer Tchau!Eu não vivo para dizer Adeus.Eu não conheço pessoas novas para dizer:Até quem sabe um dia...

Eu nasci, eu vivo, eu conheço pessoas novas, para lhes abrir os braços e abraçá-las; senti-las, tocá-las e lhes dizer:Olá seja bem vindo ao meu coração.Pois é a única coisa boa que posso lhes oferecer; meus mais sinceros sentimentos.

Meus sentimentos ficam tão confusos com um simples Adeus!Detesto ter que fazer isso.

E se amanhã eu não falar mais com você?Nunca vou ter lhe dito tudo o que eu gostaria de lhe dizer.Mesmo que minhas palavras lhe sejam vãns com certeza foram ditas com todo sentimento.

As pessoas não nasceram para as despedidas, e sim para as chegadas, as vindas.Pois sempre que um "coisa" nova chega, você deposita todas as suas esperanças naquilo.E muitas vezes "quebramos" a cara com essas chegadas, as vezes nos decepcionamos com elas e isso é normal, pois ninguém é perfeito, todos somos humanos.Mas existem aquelas que são impossíveis de se defini-las; são tão boas que escapam pelos dedos!Mas há outras que jamais se vão, jamais te deixam ou te abandonam.Claro que vez ou outra, além de nos trazer a alegria, nos causam tristeza, mas para isso existe o perdão.E o perdão nada mais é que uma troca de sentimentos bons, é assumir que se errou.E existe coisa mais bonita que falar isso :EU ERREI, me desculpe!?

Sou péssimas nas despedidas.Me apego demais nas pessoas, sou capaz de senti-las mesmo não tendo as tocado.Sou capaz de entendê-las mesmo que elas não tenham me dado nenhuma explicação.E é por isso que me machuco toda vez em que sinto que vou perder um amigo...Ou desligar um telefone para sempre...

Se pudesse nunca lhes diria Adeus.Mas a vida é assim; um constante chegar e partir.Dar e não receber...

Como todos já sabem, nada nessa vida é certo, a não ser a morte.E antes morrer do que levar uma vida inteira para esquecer alguém especial...

ATENCIOSAMENTE PARA VOCÊS, duas pessoas especiais, as quais pude participar das despedidas, ora de longe e desta vez de perto.

Despedidas são sempre despedidas ou só celebram a "chegada" que está por vir".

Essa com certeza foi uma despedida difícil.

Com carinho......

sábado, 27 de janeiro de 2007

O Quase

Ainda pior que a convicção do não é a incerteza do talvez, é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono. Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor, não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cor, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos "Bom dia", quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência, porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Luis Fernando Veríssimo

Cronos



Cronos - Filho de Urano e Géia. O mais jovem dos Titãs. Se tornou senhor do céu castrando o pai. Casou com Réia, e teve Héstia, Deméter, Hera, Ades e Poseidon. Como tinha medo de ser destronado, Cronos engolia os filhos ao nascerem. Comeu todos exceto Zeus, que Réia conseguiu salvar enganando Cronos enrolando uma pedra em um pano, a qual ele engoliu sem perceber a troca. Mais tarde Zeus voltou, deu ao pai um remédio que o fez vomitar os filhos, e logo depois o destronou e baniu-o no tártaro. Cronos escapou e fugiu para a Itália onde reinou sobre o nome de Saturno. Este período no qual reinou foi chamado de "A era de ouro terrestre".