Gosto de escrever; e com lápis preto, aquele que a gente aponta e come a traseira dele, acho que a letra fica mais bonita, desenha melhor e dá um ar de saudosismo, de rústico, de poético.
Gosto de rir até perder o fôlego e de tomar meu café gelado favorito com chantilly e mel, sentada naquelas poltronas, me cansando de cruzar olhares que se procuram e tudo com um tom blasé meio inocente, meio charmoso, um tanto gostoso.
Gosto de fabricar histórias, também as escritas, mas me refiro agora, as que a gente faz com os amigos, amores e amantes.
Gosto do novo, me fascina, me fascina mais que...que...que qualquer outra coisa que eu amo fazer, mas que estas, eu já sei.
Gosto de ler olhares e ouvir os comportamentos, me descubro em cada um deles e aprendo, me reciclo, me dou assim um “upgrade não programado”, são essas coisas que a gente leva na bagagem a cada novo dia.
Gosto de pôr-do-sol, mais dos alaranjados, que mesmo depois que se foram, deixa o céu todo borrado, um pouco mais alegre e quente pra lua chegar, um presente do sol quando ele está mais apaixonado, penso até que é um bilhete de saudade.
Gosto do aroma das pessoas e degusto como um novo vinho que provo ou como meu wiskye predileto, onde preciso ficar sozinha, para que um tanto egoísta eu possa sentir todo esse prazer do reencontro de minha lembrança com meu divino presente e transformá-los em um só, desafiando a lei da física os coloco em um mesmo lugar.
Gosto do meu nariz gelado no pescoço quente seguido de um abraço meu e seu, me esquentando dos pés à cabeça, como sonífero dos duros dias e um beijo que transforma não o sapo em príncipe, mas em realidade as histórias que eu sempre sonhei, mas nunca escreveram.
Enfim, gosto porque minha felicidade por vezes não cabe em mim, simples assim!
Faby - Jul2008